quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Crenças


O que são as crenças?
Crenças são todas as experiências repetitivas ou algo que fica como resultado de uma experiência emocional muito significativa.

Quando o que fica é bom... ótimo, não há com o que preocupar.. agora quando o resultado é negativo, é preciso ter algum cuidado.

Um exemplo prático:

Chegamos a casa com os miúdos, eles andam a correr pela casa... ouve-se a porta a abrir... é o pai que está a chegar. Por acaso ele está ao telemóvel, e as crianças não dão relevância a esse pormenor e correm... e o pai repele... "então?! tas tolo ó quê? o pai vem cansado!

Crença: o pai não gosta de mim... não salto mais para o colo dele

se a situação é isolada... e o pai se apercebe e vai lá dar atenção... talvez a crença desapareça, mas se a situação se repetir varias vezes... não tem volta a dar... a crianças acredita que o que sentiu naquele momento é verdade...

o meu pai não gosta de mim...
se o meu pai não gosta de mim que me gerou... como é que outras pessoas vão gostar?
Eu não sou merecedor de amor, 
Eu não sou bom o suficiente 
Eu não presto 
Eu não sou amado... 
etc etc o que na vida de adulto estas crenças vão impactar em vários níveis (financeiros, familiares, sociais...)


... muitas vezes são coisas tão pequenas que não damos conta no dia a dia...

Também está nas nossas mãos proporcionar isto!
Nós temos papel fundamental no desenvolvimento emocional das nossas crianças...

afinal... que crenças queremos que os nossos filhos tenham?

Crenças que os limitem ou crenças que lhe dêem força, auto-estima, coragem??

Gratidão <3 p="">

Alex

O que mudei com os pequenos #5


Para mim ( e provavelmente para a grande maioria ) ... o final do dia é a parte do dia mais desafiante!

Já todos estamos cansados do longo dia e ainda temos imensas coisas para fazer "em conjunto com as crianças" antes de descansar:
São os trabalhos de casa, participar na preparação do jantar, por a mesa, os banhos, vestir pijama, o jantar propriamente dito, o levantar a mesa, lavar a louça, preparar os sacos dos lanches, lavar os dentes e finalmente ir para a cama...

A dificuldade está em fazer todos estes a fazeres de forma harmoniosa...
Nada disto é feito em silêncio nem em piloto automático... todas estas coisas só se conseguem fazer em harmonia com uma boa gestão... ora... nem sempre fazem de vontade, nem sempre estão dispostos a colaborar, nem sempre querem tomar banho, nem sempre querem lavar os dentes, nem sempre aceitam as coisas...

Ora e nós? que também tivemos o nosso dia nem sempre temos "aquela paciência" que devíamos ter certo? O que normalmente há a tendência para fazer???
Gritar... castigo.. chantagem... pô-los no cantinho do pensamento... palmadas... enfim... tudo o que (na minha opinião) não é favorável em nada para o bem estar emocional das nossas crianças.


Então... o que tenho vindo a mudar cá por casa com os pequenos e que funciona lindamente??

Diálogo - explicar as coisas com calma, falar com eles como se fossem adultos, explicar o que vamos fazer agora e depois de seguida e de seguida e como vamos fazer. O Diálogo também é muito utilizado no momento em que eles se pegam por alguma coisa e nenhum deles quer ceder... Eu não chego lá e decido... eu chego ao pé deles peço que me digam o que se está a passar (ambos explicam as suas perspectivas) e enquanto vou ouvindo vou fazendo afirmações mediante o que eles vão contando. Estas afirmações estão a fazer com que eles tenham consciência do que está a acontecer e acabam por se conseguir colocar de fora da situação. Quando se colocam da parte de fora da situação, conseguem olhar para ela de forma mais neutra, e acabam por "resolver" entre eles como vão fazer.

Acordos/Negociação - Negoceio com eles o que querem fazer primeiro. Não negoceio de fazem ou não fazem... deixo que eles escolham entre duas ou mais coisas que têm que fazer na mesma, qual delas preferem fazer primeiro. Ou... no meu caso como são 2, dar a escolher entre eles quem põe os guardanapos e quem põe os copos por exemplo... visto que é necessário fazer ambas, independentemente se é um ou outro. 

Marcar tempo - Quando estão a fazer uma coisa que gostam e tenho intenção que eles vão fazer outra coisa, obviamente que a primeira reação é: oh mãe... mas agora estou a fazer isto, ou a ver isto ou... então eu negoceio com eles um tempo... ok, eu compreendo perfeitamente eu também adorava estar a ver/fazer isso... mas também temos que xxxx então brincam mais 5 min e depois vamos, está bem para vocês? se não estiver... (negociamos ... ok... 6 min ou ... não... apenas 3) mas... o truque é cronometrar mesmo o tempo! Em casa uso o temporizador do telemóvel. Assim que toca... eles mesmo terminam o que estavam a fazer. Enquanto não o fizerem, vamos lá junto deles, com o cronometro ainda a apitar a relembrar que o tempo que tínhamos negociado já terminou e que chegou a hora de ir fazer a outra coisa que tínhamos combinado.

Dizer mais SIM do que Não - Sempre que nos perguntam algo... a nossa primeira reação é dizer... agora não.. o que tenho mudado é pensar para mim antes de responder... e porque não? ah porque está frio, há porque se vai sujar... ah porque se vai magoar, ah.. porque faz barulho...
e daí??? o perigo é mesmo muito? se sujar... está mesmo num sitio que não dê para trocar de roupa? se cair...poderá ser mesmo muito muito grave? se calhar limitamos demasiado as crianças a fazer coisinhas simples e de criança... que são super naturais e normais... e que lhes podem ser bem mais favoráveis deixar fazer do que não deixar fazer...
Quando dizemos mais vezes sim, quando lhes dizemos um não... eles vão respeitar mais este não (ah bom... se ela disse que não... é porque se calhar não pode mesmo...)


Humor - Levar determinadas coisas para a brincadeira e rir muito disso (rir alto, gargalhada mesmo) observem bem a reação deles quando nos rimos muito perante uma situação. Ou algo que nos mesmos fizemos "ridícula" ou eles mesmo... ou ate quando negociámos algo mas que naquele momento não nos dá jeito... por exemplo: mãe, eu quero um chupa! queres??? sim, tu disseste que quando chegássemos a casa comíamos... sendo verdade uma escapatória pode ser: eu disse isso??? meu Deus só posso estar louca!!! (e rir da situação)
Obviamente que não vamos usar esta ultima para todas as situações que negociámos... certo??

Estes pontos chave eu uso em todas as situações desafiantes... nas compras... no carro quando há gritaria, em casa, sempre!

Gratidão <3 p="">

Alex

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ser feliz... AGORA!


Porque temos a tendência de afastar a felicidade para depois?

Eu vou ser feliz quando encontrar a minha cara metade
Eu vou ser feliz quando encontrar trabalho
Eu vou ser feliz quando for mãe
Eu vou ser feliz quando tiver a minha casa
Eu vou ser feliz quando tiver um bom salário
Eu vou ser feliz quando puder viajar
Eu vou ser feliz ........

podia continuar com milhentos exemplos, mas a minha ideia é exactamente o contrário! 
Estes exemplos todos temos e todos damos o mais dificil é como ser feliz agora... exatamente com tudo o que temos.

O que temos que "trabalhar" é a nossa perspectiva sobre as coisas, sobre essas coisas.

Ora queremos uma casa maior! 
Uma casa maior comparada com o quê? com uma casa que tens... ora afinal tens uma casa. Afinal tens onde te abrigar em dias chuvosos, tens a possibilidade de fechar janelas em dias de vento, tens  1, 2 ou 3 quartos, cada um deles certamente com uma cama... tens uma, 2 ou mais casas de banho, muitas das vezes até te dás ao o luxo de ligar um aquecedor!
Sente-te grato por essa casa! 
Tu tens uma casa, um telhado, uma cama, um cobertor que te permite um aconchego.... quantas não são as pessoas que dariam tudo para ter um telhado para proteger os seus filhos, e simplesmente não têm...

O meu salário não chega para pagar as contas!
E que tal deixar de ver as contas como uma coisa má?
Ora... as contas...infantário, luz, água, Internet, combustível, renda ou credito, roupa, calçado, electrodomésticos, ... seja o que for...
Ter luz é uma coisa má? Então porque é que pagar a luz tem que ser visto no lado negativo? Experimenta fazer as tuas coisas em casa ao final do dia sem luz... atreve-te a imaginar como seria!
Pagar um infantário é mau? Afinal tens um ou mais filhos, quantos casais não conseguem ter filhos? Se pagas infantário é porque também tens um trabalho, porque provavelmente se não tivesses um trabalho ficarias com as crianças em casa...
Pagar o gás é mau? Já deste conta que pagas o gás para poder tomar um banho quentinho?
Pagar a uma operadora é mau? é péssimo suponho... o que nos permite estar em contacto com todas as pessoas que amamos a qualquer momento, à informação que desejamos a qualquer momento...

E que tal mudar a perspectiva dos gastos para a realização dos nossos pequenos e belo prazeres?

Não muda tudo?

O que nos impede de nos sentirmos felizes AGORA... é porque nunca damos conta desse momento... do AGORA.

Este momento é o unico em que se pode fazer alguma coisa... se pode agir, se pode dizer, sentir, ser grato... tudo acontece no agora... sim exatamente agora...

Nos dias de hoje vive-se em piloto automatico... ou a viver emoções sobre coisas que já passaram ou ansiosos e preocupados por coisas que ainda não aconteceram...

Agora, neste momento que estas a ler estas palavras, qual é o teu problema?

Te garanto que a resposta vai ser: Nenhum... de facto ... exatamente neste momento... não há qualquer problema a incomodar-me.

Então... eu pergunto... porque vivemos constantemente a fugir deste momento em que nada de mal acontece e que podemos ter a DECISÃO de escolher o que vamos fazer de bem?

Gratidão <3 p="">Alex

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O que mudei com os pequenos #4

Na sequência das mudanças cá por casa, na linguagem e atitude com os miúdos, aqui fica mais um relato de um exemplo real

Exemplo 4:
É natural que os miúdos tenham tendência para os perigos... eles não têm a consciência dos mesmos, nós é que com o conhecimento que já temos lhes incutimos o medo de fazer as coisas. Chegando até ao extremo....
Não faças assim porque
Não faças assim porque te cortas
Não corras tão depressa porque xxxxxxx
Não isto não aquilo

Ora o que estamos a fazer com isto? retirar a Curiosidade dos nossos filhos sobre as coisas
Ao evitarmos que eles façam todas as coisas que crianças fazem... e ainda por cima lhes damos um telemóvel para as mãos para verem cenas no youtube (ah o meu filho é tão pequeno e tão esperto... já faz scroll tão bem no tablet, parece que sabe tudo) 
... mais tarde queixamos-nos que estão apáticos pela vida que não fazem nada se não estar no telemóvel ou no quarto no computador... sério???? quem criou isso? os pais!



Na escola não podem correr porque fazem muito barulho
Na sala de aula não podem falar, não podem rir, não podem rir alto, não podem falar com os colegas não podem fazer rigorosamente nada!

Quanto mais colocamos os nossos filhos em atividades... cada uma dessas atividades têm regras e regras e regras

Qual é o espaço que damos aos nossos filhos para serem eles?
Conhecemos bem os nossos filhos?

Será que conhecemos mesmo? Ou continuamos a fazer das crianças marionetas a mandar fazer aquilo que nós achamos que é correcto?
Deixamos espaço para eles serem Criativos? Onde em que hora do dia? como fazem?

No outro dia, passou-se um episodio simples e que eu caí na esparrela e voltei a falhar no teste...
O D tinha ído à banho, e naquele dia tinhamos dado boleia a uma amiguinha,.. ora em casa não tenhos chaves nas portas para que não se tranquem... e o que é que ele se lembrou... do lado de dentro colocar imensas coisas atrás da porta para que "caso a amiguinha fosse à casa de banho não entrar"

Eu não sabia nada disto, achei a demora muita e faço para entrar, como nunca tinha acontecido... eu faço a força habitual para abrir a porta,a  porta não abriu e eu bati com a cabeça na porta. Ora... ainda me magoei... qual foi a minha reação?

Eu aumentei o som (porque me tinha magoado... e perguntava: o que é que se passa aqui??? ele muito de olhos esbugalhados a olhar para mim lá respondeu era só para a B. não entrar... e eu como ainda estava danada continuava no mesmo tom... vê lá se era necessario isto a mae ainda se aleijou bla bla bla...

enfim... virei de costas e senti-me super mal... 
1º o miudo a querer alguma privacidade e eu chego entro ralho e venho embora a ralhar
2º olhei para o aparato e aquilo ate estava engraçado e bem montado
3º o miudo teve uma atitude criativa e eu estava a critica-lo!

Deixei-o sair... e chamei-o. E pedi desculpa. Expliquei que não sabia que ele estava lá dentro... que me tinha magoado e que lhe tinha levantado a voz porque estava a sentir dor e raiva. Que não tinha compreendido o lado dele, que não me tinha colocado no lugar dele mas que depois percebi e que por isso lhe estava a pedir desculpa.
Depois elogiei a criatividade dele na forma como tentou impedir que a porta se abrisse facilmente, e também alertei que apesar de ter sido criativo, a situação tinha envolvido um pouco de perigo porque eu tinha me magoado e se fosse a mana a abrir a porta se podia magoar ainda mais.

Ao que ele me respondeu: mas se eu estava na casa de banho nem tu nem a mana tinham nada que entrar, tinham que respeitar o meu espaço.

E estava errado?? Não!

Eu dei-lhe espaço para falar e ouvi a opinião dele. e no final era ele que tinha razão.

Esta atitude minha impactou nele:
- Fogo eu não faço nada bem
- A minha mãe esta sempre a ralhar comigo
- Ninguém confia em mim
- Eu não sou bom o suficiente
- Para a próxima não faço nada (e depois vira apático)
- Ninguem gosta de mim

Para mim foi um momento que acabou por impactar muito em mim.

Consegui confirmar que estava muito atenta à minha forma de estar como pessoa, como mãe, como ser humano e apesar de me ter sentido mal por numa atitude estar a "matar mais um pouco da criatividade do meu filho" acabei por me sentir confortável com a minha atiude depois, tentando minimizar o impacto negativo na sua personalidade.

pode parecer uma pequena coisa mas eu sinto que foi um grande momento para ambos. Ele sentiu que eu também percebi o lado dele e que afinal ele é importante para mim.

Gratidão
Alex


O que mudei com os pequenos #1,2,3


Uma das coisas que mudei ou continuo a mudar cá por casa, está relacionada com a forma como falo com os miúdos.

Apesar de já me considerar uma mãe bem atenta e presente, quando decidi olhar para esta parte de minha comunicação, fiquei muito decepcionada comigo mesma. Eu nem estava acreditar que eu ainda fazia isto!

O isto é... acabar por levantar a voz
O isto é... não deixar que eles façam as coisas por eles
O isto é... acabar por não os ouvir
O isto é...não lhes pedir opinião
O isto é... dar ordens
O isto é... criticar o que não fazem bem
O isto é... exigir que eles sejam adultos em tamanho pequeno

sei lá... tanta coisa que quando me decidi mudar essa parte... entrei em conflito interno. 
Recompostos os conflitos, foi hora de mudar naquele momento!

A verdade é que tempos depois, as mudanças são notórias.

o que mudou na prática? A minha forma de falar com eles...

Exemplo 1:
A letra do pequenote nunca foi grande coisa... e a minha forma de comentar era algo do género: é pah já olhaste bem para esta letra? as linhas servem para quê? faz favor de fazer de novo!

Alterei para:
Filhote és tão organizado, o que é que aconteceu com este texto? Estavas cansado ou aborrecido com alguma coisa? E que tal repetirmos a ver se agora já fica mais direitinha? Precisas de ajuda?

na primeira vez que falei assim com ele... franziu as sobrancelhas... estranhou. Obviamente! As crianças são inteligentes! E com a continuidade, o brio pelo caderno tem vindo a aumentar.

Exemplo 2:
Os meus filhotes não acatam muito bem a ordem directa, (ora o que eu entendo muito bem porque eu ainda hoje sou assim... eu faço tudo a bem. Se me vêm dar ordens com "aquele tom" estragam tudo) ora assim sendo... mudei a forma de falar... Imaginando a situação antes de sair de casa... Vão fazer a cama e lavar os dentes, já!

Alterei para:
Vão lavar os dentes ou fazer a cama primeiro?

Ora nesta forma eles entendem que ambos são para ser feitos, mas não encaram como uma ordem, simplesmente porque lhes estou a dar a opção de escolher o que vão fazer primeiro.

Exemplo 3:
A pequena é muito desenrascada quer fazer tudo sozinha e dava conta que quando eram coisas aparentemente mais perigosas eu não deixava fazer, e dizia dá cá que a mãe ajuda...
Aparentemente eu não estava a fazer nada de mal... mas a verdade é que sem querer estava a ensina-los que as coisas mais difíceis eles não conseguiam lá chegar sozinhos, alem de que estava a impedir que eles percebessem os limites das coisas perigosas

Mudei para:
D -Mãe quero água mas a jarra já não tem, podes por?
Eu - Põe tu filha tu consegues!
D: não mae faz tu que eu posso molhar-me! (ora... aqui está o espelho...era o que eu lhe dizia.... não faças porque tu molhas-te)
Eu: Então experimenta agora a ver se já consegues fazer sozinha
Ora ela toda entusiasmada lá colocou a jarra no chão, abriu o garrafão e colocou a água sozinha na jarra! umas vezes sem se molhar, outras a molhar-se...

O que este simples passo, impactou nela?
Alegria! 
Crença de que é capaz
Afinal eu consigo
Aumento da auto estima
Eu já sou grande
A minha mae confia em mim
Ultrapassou um limite (que eu mesma lhe punha)

(não é que não tenha auto-estima suficiente) hahahah




Gratidão
Alex

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Se eu pudesse... mudava a escola :)


Ora, palavras do Neurocientista Luis Borges, com o qual eu concordo na integra

Trechos interessantes:


Passam tempo de mais na escola?
Sim. Dizem-me: «Ah, mas a partir das 15h00 são atividades extracurriculares…» É mais do mesmo. Os professores de Música e de Inglês também lhes exigem que estejam com atenção e vão avaliá-los no final. A PHDA tem uma base genética, mas ter começado a exigir-se demasiado dos mecanismos da atenção não ajuda. Eu até acharia bem que a escola retivesse as crianças até às 17h30, porque isso facilita a vida dos pais. Mas esse tempo deveria ser preenchido com tempos livres. Ter um animador na escola e permitir que a criança jogasse à bola, brincasse, fizesse teatro, cantasse… o que lhe apetecesse. Não sou contra a Música ou o Inglês. Mas das 09h30 às 15h30 a criança devia ter tempo para todas estas aprendizagens, curriculares e extracurriculares. Como não sou contra os trabalhos de casa, mas acho que são de mais e podiam ser substituídos por atividades de leitura. As crianças precisam de brincar – e não têm tempo para isso.




Seria preciso mudar a própria escola.
Há algumas coisas que não têm que ver com a escola. Uma delas é o sono: as crianças devem dormir nove a dez horas por noite. Uma criança que dorme pouco tem dificuldade em concentrar-se e grande parte da nossa memória de longo prazo é feita durante o sono. Depois, há o desporto: a atividade motora liberta substâncias que relaxam, o que vai facilitar a aprendizagem. E há outra coisa importante: o uso exagerado dos tablets e dos telemóveis. Porque a atenção que se usa num jogo de computador é totalmente diferente da que se utiliza para ler e compreender um texto, e as crianças vão habituar-se àquele tipo de atenção… Tudo isso, eu digo aos pais. Mas sim, seria sobretudo importante mudar escola, mudar os programas, aliviar os professores da pressão das metas curriculares… Aos seis anos, é o currículo que deve encaixar na criança e não o contrário.



O que está errado nos programas e nas metas do 1º ciclo?
Os dois primeiros anos devem ser para aprender a ler. Para depois a criança poder passar a ler automaticamente e a compreender. Mas não. Se ao fim do primeiro ano o miúdo não está a ler vai começar a ter problemas e começa o seu insucesso. E depois a exigência da matemática, do cálculo… Nós aprendíamos coisas no sexto ano que hoje são dadas no quarto e o cérebro dos miúdos não melhorou de um dia para o outro. Há coisas que não estão de acordo com as capacidades das crianças. Eles conseguem, mas com grande esforço, grande stress e sem alegria. Ao nível do cérebro, quando a criança faz uma conta bem feita e tem sucesso, é libertada uma substância que gera bem-estar, a dopamina. Já o insucesso liberta as hormonas de stress, a adrenalina, que muitas vezes bloqueiam a capacidade de raciocínio. Se a criança tem medo de errar, não está em boas condições para aprender. Depois, o stress acumula-se e a motivação que é o motor para aprender não existe, a escola torna-se «uma seca».


Medica-se de mais para a PHDA?
Pela falta de conhecimento do que é a PHDA e de como se pode ajudar as crianças desde cedo a melhorar, medica-se demasiado, não tenho dúvida nenhuma. Se a escola não exigisse tanto, se a criança não estivesse tanto tempo na sala de aula, se pudesse ir mais vezes ao recreio, se tivesse períodos mais curtos de atenção, provavelmente as coisas podiam funcionar melhor… mas isso não acontece. E aí ficamos sem alternativa, porque ou se medica aquela criança ou ela vai ter insucesso escolar.


Texto na integra:
https://www.noticiasmagazine.pt/2016/luis-borges-neuropediatra/

terça-feira, 21 de novembro de 2017

As emoções


Por vezes sentimos coisas... coisas que nos intrigam que nos fazem sentir coisas diferentes.
Podemos sentir a mesma coisa em locais diferentes com pessoas diferentes
Podemos sentir coisas diferentes nos mesmos locais e com pessoas iguais...
Estas coisas... que se sentem, são as Emoções!

E principais emoções são: 
A Raiva
O Medo
A Tristeza
A Alegria
O Amor

Umas fazem-nos bem, mas outras nem por isso...
É cada vez mais importante darmos atenção ao que se passa dentro de nós. 

Quando alguém nos ofende ou magoa, é normal sentirmos RAIVA. É normal... faz parte de nós. 
É importante identificar a emoção, aceita-la e depois agir de acordo como a raiva tem que ser gerida.
Ora, quando estamos com Raiva. normalmente o que é que acontece?
Dizemos coisas, que mais tarde nos arrependemos, certo?

ok... então o que é importante fazer?

Eu estou com raiva... certo! bem vinda raiva! 
Então... eu tenho conhecimento que me posso exceder nas frases, nas palavras que vou usar com as pessoas que eu acredito que me estão a fazer sentir esta raiva... então eu tenho duas hipóteses:
1 - ou digo tudo o que me vem à ideia e depois quando a raiva vai embora... chego junto da pessoa, peço desculpa para me sentir melhor, 
2 - ou... tendo conhecimento de que a raiva é momentânea, e que sabemos que vai embora, esperar que a raiva passe.... e quando a raiva já desapareceu... quem sabe não é a oportunidade de dizermos que aquilo nos magoou, de forma calma, assertiva, acabando até colocando limites aos outros no nosso espaço, de forma compreensível e muito natural.

E o MEDO? Quem não sente medo? Medo diante do desconhecido, medo de estar sozinho, medo de arriscar, medo de não ser aceite, medo de cair, medo de voar... tantos... e o que fazer numa situação destas?
Acalmar a mente
Controlar a respiração
E ir na mesma, mesmo com medo... ir, avançar! Nós temos medo apenas de coisas que não existem... temos medo de coisas que nós pensamos, coisas que nós acreditamos que são verdade!
Por exemplo: medo de não ser aceite.
Quem tem este medo, acredita que não é aceite pelas pessoas, mas será mesmo verdade? pode provar  isso? Não, quase certo que não. Então este medo, apenas existe porque se acredita em algo que nem é verdade! e quando este click se dá... a magia acontece... o medo diminui... tudo volta a estar bem.



Quando as coisas não correm como nós esperamos, sentimos-nos Tristes. Ora sentir TRISTEZA é normal, é a forma que temos para perceber que as coisas nem sempre acontecem como queremos, mas é mesmo assim... não vivemos sozinhos no mundo e sentir tristeza ou frustração é a forma de percebermos que seguramente aquele caminho não é o melhor para mim e que vou conseguir encontrar outra forma de lá chegar, ou quem sabe até descobrir que o melhor caminho não era mesmo por ali. 
O importante é não desistir. Novas ideias surgiram, novos caminhos serão trilhados e novas descobertas serão feitas. 


Quando fazemos algo que gostamos muito, é natural que sentarmos uma sensação boa! Quando ouvimos uma criança a rir, quando rimos juntos, quando abraçamos alguém, quando dançamos, quando estamos com quem amamos, quando ouvimos aquela musica... tantas são as coisas que nos causam esta emoção... 
Esta emoção é a ALEGRIA! 

Este sentimento é o único que existe no momento presente!

O medo, surge porque receamos algo do futuro, que ainda não aconteceu, a tristeza e a raiva surgem por coisas que ocorreram no passado e que já nada podemos fazer para mudar a não ser deixar andar, na certeza que vai passar... a final nada é eterno nem duradouro, tudo passa!

e muito importante... quando sentires essa emoção: Agradece! A gratidão aumenta exponencialmente  essa emoção.


E... aquela sensação especial que é a que sentes sempre que te dão abraço, quando te dizem que te amam... essa emoção é o AMOR, este sentimento cura qualquer dor no mundo

Estas são as nossas emoções que fazem e sempre farão parte da nossa vida. 
Temos que as identificar e aceita-las tal como elas são. 
No final tudo fica bem, tudo muda, nada dura para sempre.
Quanto mais cedo formos capazes de as identificar e lidar com elas...  melhor.


Há uma certa tendência a ignorar as emoções e com grande tendência a fugir delas, mas é muito importante olhar para as emoções, para as nossas dores, porque elas dizem muito sobre nós…


Alex

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A educação está proibida!

O que dizem a maioria dos alunos quando são convidados a fazer um balanço dos últimos anos que aprenderam eles nos anos de educação que tiveram?

(algumas das respostas)
- Somos ensinados a afastarmos-nos dos outros e a competir
- Pais e Professores não nos ouvem
- Uma matéria estática, sem movimento
- Moldam todos por igual, fazes assim porque é assim
- Comparam os alunos e as aprendizagens (quando não há 2 pessoas iguais)
- Definem e poem eu causa até a personalidade que tem
- Ha sempre uns que ganham e outros que perdem. Os melhores recebem recompensas e o que não aprendem tão bem são constantemente chamados a atenção
- Educam para a competição e a competição é o inicio de qualquer guerra
- A escola não é mais do que um estacionamento de crianças
- Dizer o que se pensa é falta de respeito

um filme obrigatório ver para quem é pai, professor (um educador)



Alex

Repelentes da abundância


Algumas dicas que te podem estar a afastar da prosperidade e consequentemente da tua felicidade!



1- Estás a viver a missão da tua alma?
Quem não vive a missão da sua alma está a repelir a sua felicidade. Saber o nosso propósito, porque é que existimos? o que é que eu faço que é único? o que só tu podes fazer? qual é a tua obra, a tua marca, no fundo... qual é o teu legado?

Questões que podes fazer para te ajudar a descobrir:
     - O que é que eu faço muito bem?
     - O que é que eu adoro fazer?
     - O que é que quando eu faço as pessoas adoram?
     - O que é que o mundo se beneficia com isso?


2 - Guardar Mágoas, não perdoar, estar sempre a queixar-se, sentir-se injustiçado, sentir-se sempre de vitima, isto afasta e repele a prosperidade porque é "vibrar na escassez". 

3- Falta de Organização, não ter metas, não fazer planos e não gerir estes planos, também te afasta dos teus objectivos de abundância

4- Afogar os vazios da alma com bens e vícios. Nada vai "substituir as nossas emoções", no fim de gastares € com aquela roupa que compraste para esconder a tristeza.... vai voltar tudo ao mesmo com a agravante de que vais sentir-te ainda pior porque perdeste tempo e dinheiro e isso não resolveu aquela tristeza.

5 - Pensar em Ter para SER. Parar de procurar ser feliz só quando tiver isto ou aquilo, só quando conseguir aquele objectivo, quando casar, quando for mãe, quando .... primeiro temos que SER para depois Ter

6- Alimentar crenças limitantes associadas a dinheiro, eu não nasci em berço de ouro, os ricos são desonestos, o dinheiro é sujo, eu não mereço ...

7- Criticar, lamentar e reclamar, vibra antes no elogio, na admiração, na celebração, sobretudo na gratidão

9 - Não gostar de pagar contas, muda a perspectiva sobre o pagamento das contas, pára de dizer e de achar que todas as coisas caras. Quando pagamos as nossas contas, normalmente é para termos algo em troca, por exemplo pagamos a nossa luz precisamente para termos luz! Pagamos o gás, para podermos tomar um banho quente, pagamos a renda ou um credito ao banco, porque temos um cantinho que nos conforta, que é nosso... Pagamos as escolas dos nossos filhos porque temos a felicidade de ter sido mães, termos filhos, termos um carro para os transportar, roupa para os vestir, alimentos para os alimentar e uma escola para os receber!

10 - Sentir culpa pela prosperidade, a maioria sente culpa quando recebe um salário superior à grande maioria, olha para o lado negativo, porque não vibras antes que assim, já que ganhas mais, tens a possibilidade de concretizar coisas que antes não era possível? porque não ajudas directamente alguma família com menos capacidades que tu.. não tem que ser em € há muitas formas de doar e se sentir útil sem ser a dar €, dinheiro é apenas a forma mais fácil, mas também a menos calorosa.


Um abraço intenso

Alex



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Um marco, uma página... vida!

Hoje apetece-me escrever
Nem sei o que vai sair, mas eu vou deixar fluir, e logo me preocupo com o nome que vou dar a este post. 
Sinto que esta fase tem que ser marcada, é uma forma de eu celebrar! De tornar real toda esta plenitude.
Tantos meses sem escrever aqui no meu cantinho... parece que estive ausente do exterior.. mas a verdade é que estive foi muito presente... Mas presente em mim, no meu interior..

Este ano 2017 está a ser um ano fantástico e tão diferente de tantos outros!

Um ano de consciência, um ano de mudanças profundas. Mudanças de raíz. Essas mudanças começam a vir ao de cima, a ser visíveis ao exterior. Atrevo-me a dizer até que eu sou uma pessoa completamente diferente.

Muitas questões, muitas dúvidas, muitos conhecimentos novos, muitos cursos, muitas experiências novas, pessoas que saíram, pessoas que chegaram, a cada dia sensações novas, emoções a gerir, estudar, entender, compreender, insights, saltos quânticos... 

que gratidão  eu sinto 

Não importa se faz sentido para alguém, se não faz sentido para ninguém, o que importa é que hoje é um marco para mim!

É um renascimento, um recomeço, e a vida é feita de recomeços.. e se um recomeço é bom... um recomeço sem ser por uma recaída sabe ainda melhor...

É um soltar
É a liberdade
A felicidade
O amor
A alegria
A amizade
A cumplicidade 
A empatia

É a vida!  A mim.... este post.... faz todo o sentido!  É hygee!


Alex

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Foco e Controlo

Na vida corrida e acelerada em que vivemos hoje, focar no importante é cada vez mais uma dificuldade.
A cada dia, a cada momento somos estimulados, é o radio, as noticias, as redes sociais, o trabalho, as actividades, é urgente abrandar o ritmo. 
É urgente pararmos de viver em piloto automático
É urgente sermos nós a controlar a nossa vida


A Frustração faz parte.
Não correu bem? Breve análise do que pode e deve ser melhorado, do que se pode fazer diferente.
As coisas negativas da vida são as bençãos que nos fazem parar e pensar no rumo que estamos a dar às nossas vidas.
Se o que estamos a colher não está a ser o que sonhámos... temos que mudar a semente, certo?
Se continuarmos a fazer tudo de igual forma... esperamos colher diferente? Não!
Há que mudar, ir por caminhos diferentes, ler outro livro, ver outros programas, sintonizar outras rádios, conhecer pessoas novas, tomar decisões diferentes.
Momento de decisões. Não peça opinião fora. A melhor decisão vem do coração.

Excelente Sexta Feira!

Alex

terça-feira, 30 de maio de 2017

Mais um degrau

Mais um degrau.
Mais um objectivo concretizado!

Sou agora Instrutora de Meditação e Relaxamento para Crianças Certificada!
Oh yes!!!

Angariei mais uma competência certificada neste minha área de paixão. Esta área que desempenho com todo o meu amor, com toda a minha dedicação.

Sei que estou a fazer parte da mudança.
Sinto-o no brilho dos olhos das crianças
Sinto-o no abraço dos pais das crianças
Sinto-o nas palavras de quem ousam falar e transmitir o que sentem
Sinto que finalmente trilho no meu caminho, praticando a cada dia a minha missão.

Sou grata, tão grata por me ter permitido escutar, sentir e aceitar o que a vida tem para mim.
Sou grata porque aceitei e defini como um objectivo
Sou grata porque defini esse objectivo e fiz um plano para o alcançar
Sou grata porque fiz um plano e cumpri com ele
Sou grata porque cumpri com o plano e cheguei à meta
Sou grata porque cheguei a mais uma meta mas acima de tudo sou grata por todas as aprendizagens ao longo desse caminho, pelas pessoas que conheci, pela experiência partilhada de cada uma dessas pessoas
Sou grata pelas dificuldades que tive, mas que mesmo assim não me fizeram desviar do meu objectivo.

E agora... next!

Novo objectivo definido
Novo plano de acção definido
E cá estamos de novo no caminho, passo a passo, mantendo o foco e estar muito atenta às distrações, não permitas que as distracções te distanciem do teu objectivo!


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Limites, autonomia e conflitos

Embora numa realidade diferente...



. Limites são limites, (Claros, firmes e concretos) só assim se respeita o seu espaço e o do outro.
. Autonomia - fazer as coisas por eles não permite que eles conheçam e explorem os próprios limites, conquista e evolução 
. Conflitos - gerir o conflito ouvindo todas as partes até que por elas próprias sentirem que o conflito já se desfez...






terça-feira, 23 de maio de 2017

Não aguentei

Tantas coisas que vão surgindo no dia a dia e que digo para mim mesma, esta tenho que partilhar... mas a verdade é que há dias que as prioridades são mais do que as 24 horas do dia rsrsrsr

Mas pronto, as coisas são como são. Aceito com muita alegria e boa disposição.

Ontem o pequenote trazia os testes da 1ª volta deste período para eu ver e assinar. No rosto da primeira página tinha o resumo: Muito Bom a Matemática, Bom de 89 a Português e Suficiente a Estudo do Meio.

Como não estava habituada, quando vi o Suficiente, franzi as sobrancelhas, olhei para ele e perguntei:
Suficiente?? Então o que é que se passou com Estudo do Meio?

E dou conta que ele está com um sorriso enorme na maior tentativa para se controlar... não aguentou e desatou a rir, mas um rir de satisfação... que sou sincera... nem estava a perceber, mas vi logo que havia história...

Onde ele começa entao a dizer que estava muito feliz, que tinha feito uma festarola na escola... que tinha gritado Yes, Yes!

E eu insisti, porque raio ela assim tanto motivo para estar feliz com um Suficiente a Estudo do Meio.

E ele: Mãe, pensa bem... em 2 anos hã... 2 anos eu nunca tive um Suficiente, assim já sei o que é ter um Suficiente!!! Yes yes...

Lá lhe perguntei então se tinha como objectivo entao ter um Insuficiente para saber como era, ele felizmente disse que Insuficiente não... fiquei mais tranquila.

Ele foi fazer os trabalhos... e eu resolvi ir perceber então onde é que ele se teria espalhado no teste para ter então o Suficiente.
Na primeira abordagem achei muito estranho... o miudo não tinha nada errado, apenas tinha visto numa das questões uns pontos de interrogação e do que tinha lido assim na diagonal... era uma carta e teria se esquecido de colocar o remetente... e pensei para comigo... bolas que a professora também abusa a descontar.... mas... não teci comentários.... e li melhor a questão.

Então a questão era: Imagina que vais passar um fim de semana só com os teus amigos, e depois desse fim de semana vais escrever uma carta á tua professora a contar como correu.

o meu fez...

A carta sem remetente (anónima portanto)

E no corpo da carta dizia:
"Querida professora, quando não estás as coisas correm muito melhor"

Morri! :))))))))))))))))))))))))))))))))))))



terça-feira, 16 de maio de 2017

Transformação

Viva!

Desde sexta passada que não tenho internet durante o dia (no trabalho - devido a questões de segurança pelo ataque de hackers que devem ter ouvido falar) a verdade é que é na hora de almoço que aproveito para por em dia os posts e as leituras pelos vossos cantinhos... não sei por quanto mais tempo estarei impossibilitada... espero voltar rapidinho :-)

No seguimento das abordagens que tenho tido directa e pessoalmente, apetece-me transmitir uma parte de um texto que acabei de ler e que me parece apropriado a ti que me estás a ler. Esta mensagem designa-se de  Transformação.

"Como um grande alquimista, o Anjo da Transformação faz o milagre de converter matérias-primas em alimentos saborosos e benéficos. 
Fá-lo com muita atenção, muita alegria e amor. 
Em qualquer processo de mudança que te encontres, põe em acção toda a tua energia, atenção e sobretudo o teu coração. Assim conseguirás a mudança que desejas, chegando também a transformação necessária para que o faças em harmonia. 
Não te esqueças, sem o teu amor, a Transformação não chegará. 
Dá o melhor que conseguires no teu processo de mudança, segundo a segundo, mesmo que a situação pareça dura e tensa".

Retirado do livro: Dia a Dia com os Anjos


quarta-feira, 10 de maio de 2017

9 Anos

Há 9 anos atrás, vivia o dia mágico que teria demorado mais de 1 ano a preparar.

10.05.2008 - O Dia que assinala uma vida em conjunto

A concretização de um sonho, o inicio de uma nova vida, sem medos, confiante de que continuaríamos a escrever as páginas de uma história a dois.

As personagens principais da história já passaram a 4 mas a confiança continua: Juntos continuaremos a escrever as páginas da nossa história. 
Dia após dia, esforçando-nos por fazer o melhor que formos capazes. Olhando para os erros como uma aprendizagem e aproveitando a oportunidade da nova página para escrevermos diferente, manter o que está otimo e melhorar o que deve ser melhorado.


Olho para trás e o sorriso no rosto rasga de imediato
Recordo tantos pormenores, de outros que me contaram e que no dia eu não dei conta.. E recordo essencialmente os momentos não planeados e que me encheram de emoção:

- A forma como o meu irmão Filipe (já falei dele no post anterior) recebia as minhas amigas de Lisboa. Elas iam chegando a casa dos meus pais, ele pelas características que ao longo de 11 anos fui falando (estudei em Lisboa e fiquei por 11 anos) ele confirmava com elas e pelas alcunhas, do tipo: Olá és a Xana Palito? Ela confirmava, ele dava dois beijinhos e dizia: olá eu sou o Filipe o padrinho da noiva! (Dá para sentir o orgulho e a Felicidade dele na minha escolha não dá? :))))

- Entrar na Igreja ao som da musica de Andrea Bucelli (partiró) tocada com Contrabaixo (a minha grande amiga Sofia Neide, aparece imensas vezes a tocar em grandes concertos) e dois violinos. Desde miúda, que tinha este sonho, e realizei-o! Foi lindo lindo lindo!!!! Até arrepiava :)))

- O meu irmão (já então padrinho da noiva) a assinar o livro, com a letra dele... (foi aqui a primeira vez no dia que me caíram as lágrimas............... mais um sonho realizado).

- Ir da Igreja à Quinta onde iamos almoçar, num descapotável e todo o caminho vermos a IC2 repleta de peregrinos a caminho de Fátima, e quando cruzavamos só ouviamos: Olha os noivos, olha os noivos, começam a bater palmas e quando damos conta era uma nuvem de pessoas que não conhecíamos a bater palmas.... tanta emoção

- A abertura do copo de água, foi linda... com a musica da Melanie c (The fist day of my life), Terminarmos a abertura e olharmos para os convidados tudo de copos nas mãos, a fazer um brinde colectivo e... ver o brilho dos olhos de praticamente todos os convidados, estando emocionados com a nossa abertura...

- Colocar na abertura do bolo, a musica do Carlos Paião - Cinderela, só porque era uma das preferidas do então padrinho da noiva, ele ter percebido que era uma surpresa para ele, levantou-se e foi cortar o bolo connosco :)

- As ofertas aos convidados terem sido feitas por ele e pelos amigos da Cercipom, assim como os cestos das flores, o livro das mensagens aos noivos, o saquinho para as alianças...

- Terminar de ver o nosso video de solteiros... com uma grande dor de barriga de tanto rir... foi uma excelente surpresa para mim. O video foi completamente diferente do habitual (vestimo-nos a rigor de homem e mulher das cavernas, tínhamos arcos, flechas, lenha, tochas, caverna, palha, coelhos vivos....fizemos filmagens também na casa nova, e a verdade é que não fazíamos ideia o que é que aquilo ia dar e foi simplesmente fantástico!!!!! Tanto que ainda hoje o nosso video é falado, quer pelos convidados, quer na rua... muitas vezes vamos na rua e vemos casais a dizer que nos conhecem mas não se lembram de onde, conversa puxa conversa, afinal viram-nos foi no video que aparecia na feira de noivos do Porto ou Lisboa ou sei lá mais onde)

- Outra lembrança, essa que doí um bocadinho mais... porque me fez chorar por outros motivos, sem ser propriamente de alegria.... foi que um dos meus outros irmãos... o Diogo tinha na altura 7 aninhos.... eram já quase 2 da manhã e vem-me pedir colo... e  a soluçar pede por tudo para eu não sair de casa, e lhe prometer que ia dormir em casa.............. (eu disse que todos os manos eram especiais.... entao eu e o Diogo temos 21 anos de diferença. Eu já namorava há 5 anos e já estava a meio do curso da faculdade quando soube que ia ter um mano) ter um irmão com tanta diferença é fantastico, sim é, mas a sensação de responsabilidade também é diferente... doi muito esta parte...

Olho para trás e tenho a certeza: o tempo passa mesmo rápido... o Dioguinho da altura... e não muitos anos depois... é já um homem, maior do que eu... já não pede colo... ( pelo menos a mim ) hahahah

São por estas e por outras, que digo eu não faço questão nenhuma de voltar ao ano x ou y, cada momento eu vivo com amor e procuro retirar todo o proveito de cada situação. Desta forma, eu sinto mesmo que o melhor ainda está para vir, tendo a certeza absoluta de que o que ficou para tras também foi o melhor... pelo menos o melhor que sabia fazer e usufruir naquele em cada um dos momentos.

Viver o Presente é sem duvida o grande Presente da Vida

Alex

terça-feira, 9 de maio de 2017

Emoções - Dia da Mãe 2017

Há dias em que não há palavras que descrevam as emoções sentidas e vividas.

O dia da mãe foi um desses dias!

Assim que me levantei e abri a janela, fiquei ali uns minutinhos a apreciar a beleza daquele amanhecer, as cores... a brisa... os barulhos da madrugada... senti que ia ter um dia Fantástico!

Levantamos cedo e fui à missa das 09h30 com os miúdos. (apesar de não ser católica praticante, decidimos colocar o Duarte na catequese, assim sendo, a partir desse momento, nada mais há a fazer do que acompanha-lo)

Era dia da mãe e como tal, a Eucaristia foi alusiva a esse dia tão especial.
Juntando o tema e à simplicidade e delicadeza das palavras proferidas pelo padre que estava presente, tenho que admitir que foi uma horinha fantástica. Conseguiu fazer com que todos os presentes se emocionassem e vertessem lágrimas, mas com a certeza de que eram lágrimas de puro agradecimento e puro amor.

Foi tão bom!
(imagem retirada da net)

Durante a tarde estes sentimentos prolongaram-se 

Penso que ainda não partilhei convosco, que todos os meus irmãos são especiais, mas um deles, é ainda mais especial. Ele não tem um problema, uma deficiência "clinicamente não reconhecida", é considerado um daqueles casos raros.
Ele tem de vários problemas físicos e também tem dificuldades cognitivas.
Tem 35 anos, é autónomo a vestir comer, higiene pessoal, mas não seria capaz de viver sozinho.
Ao calçar-se por exemplo pode muito bem sair de sapatos trocados, ou camisa abotoada botão acima botão abaixo, cabelo todo penteado para a frente.
É um amor e a nossa vida não seria a mesma sem ele
Não sabe ler nem escrever, se bem que ao longo dos anos treinamo-lo para ele assinar o seu (antigo BI) foi uma conquista muito bem sucedida.
Apesar de apenas ser batizado, Foi meu padrinho de casamento :))))

No final do ano passado teve mais um problema de saúde, teve que ser operado, foi retirada a tiróide, e não sabemos se foi devido a isto ou não ele transformou-se um bocado... começou a ficar verbalmente agressivo e fisicamente não se tornou porque foi criado com uma grande base de respeito.

Isto apenas para enquadrar... ele estava na Cerci desde os 8 anos e este ano com todas estas alterações hormonais, ele ganhou "raiva" à escola e em família decidimos que ele não iria mais à escola durante este período lectivo. Em Setembro estamos confiantes que tudo terá voltado ao normal.

Ele participava nas marchas e no Rancho da Cerci mas com esta paragem (para ver se estabiliza as emoções) não tem ido aos ensaios, logo não tem ido às saídas.

Então, os colegas tinham actuação no domingo à tarde, nas tasquinhas de uma freguesia vizinha e decidi ir com ele ver os amigos.

E acredito que não seja preciso descrever muito mais... ficar ali de fora... a vê-los abraçarem-se, todos com saudades uns dos outros, ver o brilho nos olhos deles, a transparência de sentimentos, a alegria a simplicidade, os sorrisos, o toque.........

Senti-me tão mas tão mas tão grata...................







sábado, 6 de maio de 2017

Mudanças

Mudanças, mas apenas de nome

O cantinho é o mesmo, o "endereço" também, decidi apenas associar o blog à página do facebook Viver, SER Presente

Nesta página partilho dicas para educação consciente, dicas para auto-conhecimento, informação sobre as terapias, workshops.

Nem vou partilhar no blog tudo o que está na página e muito menos postar tudo do blog na página.

O blog continuará a ter a performance que tem tido (mais caseirinho), partilharei apenas alguns posts, que considerar oportunos.

Tudo o resto se mantém. Alegria, motivação, boa disposição e muita felicidade :)

Bom fim de semana! Divirtam-se Muiiiitooooo!

Alex

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Perspectivas

Este é um ponto que me parece que não é entendido ou aceite pela maioria.



Mas a verdade é esta. 
Nós dizemos ou fazemos as coisas com uma intenção e só essa intenção conta. A intenção com que cada uma das pessoas interpreta, já é da responsabilidade de cada um.

Só somos responsáveis pelo que fazemos ou dizemos. Não somos responsáveis pela forma como os outros vão entender ou perceber ou interpretar.

Essas interpretações têm a ver com as suas perspectivas, com as suas vivências, as suas experiências, os seus conhecimentos, os seus julgamentos e essencialmente com o seu estado de espírito do momento. 

Vamos supor que estamos perante uma critica de um colega de trabalho. Ora a atitude é esta unicamente. A mesma.
Mas, a pessoa que a ouve, vai encarar a critica consoante o seu estado de espirito. Se é um dia em que está bem, não liga, não acha relevante, ou até acha piada, ri-se ou até responde em tom de brincadeira, tornando o momento agradável.

Mas se a mesma critica é feita no mesmo tom com a mesma dicção mas se a pessoa que "ouve"está num dia mau... (mulher em TPM...) ou está naqueles dias em que se sente o patinho feio, meu Deus eu sou uma vitima e o mundo conspira contra mim... ui... já viste, está mesmo a picar-me, só pode ter sido para mim, não posso com aquele gajo/a...

menos.... muito menos!

A minha pergunta é: somos mesmo assim tão importantes, para achar que as outras pessoas fazem as coisas ou dizem as coisas só para "nos tramar"??

Pensa. Somos mesmo assim tão importante na vida das pessoas?

Eu sinceramente acho que não.

Devemos sim julgar menos, e preocuparmos-nos mais com as NOSSAS atitudes, que delas sim... somos responsáveis e dessas sim virão as consequências.


Ah e por favor.... este post não é a mandar bocas nenhumas........... apenas um tema que tenho visto todos os dias a acontecer... e pronto... lembrei-me de escrever sobre isto :)

É sexta feira yeahhhhhhhhhhhhhh!!!!

Alex

terça-feira, 2 de maio de 2017

Semáforo Vermelho - Mudar o menos bom em bom

Vínhamos os 3 de carro e ouço em alta voz: Mãe... mãe passaste o vermelho!
Eu na primeira instância ainda disse: Acham??? eu acho que ainda estava amarelo......

Mas ambos em sintonia diziam que não, que teria passado o vermelho!

Ora, eu no meu intimo sabia que o tinha feito. Estrada sem movimento, domingo de manhã, semáforo de velocidade (teria ultrapassado os 50km/h).

Ao que resolvi aproveitar a situação para fazer algo maior... (tal como aprendo nas minhas formações e ponho em prática com as minhas "pupilas"

Então decidi encostar o carro, desligar o motor, abrir os vidros, desligar a musica e ter uma conversa com os pequenos.

Assumi que efectivamente tinha passado o vermelho, que vinha um bocadinho distraída a conversar com eles (dando-lhes mais importância a eles do que propriamente ao semáforo - esta dedução não é falada, é unicamente sentida por eles, que é o que vale a pena... não são as palavras e sim o que se sente)
e ao ver aqueles olhos arregalados a olhar para mim, senti... eles vão absorver tudo o que eu disser a partir de agora..........

Então decidi dar destaque às coisas que não nos correm tão bem, transformando-as em coisas boas. Ora, para que servem as coisas que não correm bem? para ficarmos ali a lamentar e a chorar horas a fio sobre o que correu mal. 

Ou... para analisarmos e percebermos o que podemos fazer melhor para evitar que volte a acontecer daquela forma?

Óbvio que devemos analisar as coisas que não nos correm tão bem, ou que fizemos menos bem por forma de que na próxima vez sejamos capazes de fazer melhor ou de diferente.

Esta situação do semáforo, foi uma situação real que aconteceu e que claro usei como metáfora para outros problemas do dia a dia.

O objectivo era passar a ideia base e principal e que ambos fossem capazes de perceber, absorver e aplicar no seu dia a dia, quanto mais cedo melhor.

E ainda me atrevi a dizer:
"Aproveitem bem tudo isto que a mãe vos passa... porque olha que a mãe só viu determinadas coisas com a clareza devida... já tinha quase 30 anos".

Agradeço tudo o que vivi para trás, pois se não fossem as experiências que me fizeram crescer à força, hoje não sentia como sinto hoje.

Não sou a mãe que protege os filhos a ponto de os evitar viver as coisas, isso não, estaria a tirar-lhes sabedoria, criatividade e a capacidade sonhar. Mas sou a mãe que não olho às idades deles para lhes passar os ensinamentos que tenho... e fico muito grata quando em outras situações futuras, eles conseguem identificar a melhor forma de reagir.

Tão pequenos, e já param, pensam e decidem com consciência.

E é por estas e por outras que sou muito grata estar e ser como sou!

Alex

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Dá trabalho, mas vale muito a pena

E porque criar crianças felizes dá trabalho, mas vale MUITO a Pena, aqui ficam registos de uma hora do nosso sábado.








Agora, estamos a aproveitar o feriado!


Ainda assim, não esqueço de arranhar espaço para mexer.... como da bicicleta ainda não consegui enquadrar as circunstancias para o fazer, rapidamente ajustei o plano a caminhadas na passadeira. Aqui estão alguns registos dos ultimos dias em que me propus a eliminar 500 calorias por dia. Como é muita caloria... decidi fazer subida inclinada (inclinação máxima da minha passadeira 10 - a velocidade tem rondado os 6)







Tenham um bom feriado!

Eu vou ali fazer a caminhada de hoje... e vamos passear :)

Alex

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sobre "Viajar"

Eu devo andar a ficar mesmo muito chata e sem interesse para os meus colegas (ahahahah)

No regresso de ferias:
- Então então, essas ferias?
Eu - Foram otimas obrigada!
- Então onde foste?
Eu - Onde fui como? Estive de férias e foram fantásticas. Adorei!
- Sim, sim, mas foste a algum lado?
Eu - Então claro que sim, também fui a vários sítios
- Não é isso, foste para fora?
Eu - Ahh não... estas férias foram "para dentro" :)
- Ficaste em Portugal?
Eu - Sim. Mas não era isso que queria dizer... estas minhas ferias foram mesmo voltadas para dentro de (para mim... )

olhares e caras estranhas... (ah ok)

e eu fico a pensar:
Quer dizer penso penso, mas nem me ocorre nada de especial "de jeito" para dizer... então só as ferias em que se vai para longe e se gasta bué é que são boas?? ou valorizadas? 

Ora, mas o importante e que para mim vale é que eu estou segura de mim. Foram as minhas férias, fiz o que eu quis, como eu quis, Senti, vivi coisas que quando ando na confusão não sinto desta forma.

É assim tão anormal haverem pessoas que gostem de viajar para dentro de si? Conhecer-se cada vez mais. Parar para restabelecer energia, replanear o que há a ser replaneado, voltar a traçar objectivos, definir novas metas, novos planos, concluir projectos, dar inicio a outros...

se sim... assumo: eu sou anormal e com muito gosto! :)

E sabem que mais?! Quanto mais me conheço, mais gosto de mim, mais me admiro. 
Quando for crescida quero ser como eu! 




terça-feira, 25 de abril de 2017

Liberdade, qual Liberdade?

Muito se fala no dia de hoje 25 de Abril - Dia da Liberdade

Mas afinal o que é Liberdade hoje em dia?

Muito se confunde Liberdade com falta de respeito, abusos, ultrapassar limites, sem pensar muito nas consequências dos seus atos. porquê? porque agora pode-se. Agora pode-se tudo!

Pode-se até de mais, na minha modesta opinião.

Acho que sim, concordo que efectivamente teria que haver uma mudança, nesse sentido, mas nem 8 nem 80.

Que liberdade se fala agora?

Deixar os filhos ver televisão horas a fio. Dar smartfhones aos miudos. Terem páginas no facebook logo aos 6 anos. Dormir em casa dos amigos logo desde muito cedo.
Estudar até aos 30, não sair de casa dos pais, sair à noite até à hora que se quer, dormir até à hora do lanche. Andar com este e com aquele (esta e aquela) mesmo mais tarde relações duplas, triplas... eu sei lá (isto acontece muito mais do que pensava). Controlar os telemóveis dos namorados assim como ter acesso às redes sociais dos parceiros (mas o que é isto? ah e se não deixarem ter acesso é porque tem algo a esconder... desculpa???isto é liberdade? )
Faltar ao trabalho sem avisar, ou então da-se uma boa desculpa principalmente á segunda de manhã. Só tenho possibilidades para um carro de 5.000€ mas compro um de 30.000€ porque é muito mais fashion, exijo aos meus pais um telemóvel de 500€ ... já para não falar na forma de vestir... nas modas... todos se vestem igual porque é assim, a sociedade assim o exige... really???
a televisão... ou são tragédias ou convencer as pessoas de que precisam daqueles produtos se querem sobreviver ... 

é esta a liberdade?

Mais uma vez eu digo: não me identifico com esta malta!

Quero acreditar que sabem o que andam a fazer... mas tenho as minhas dúvidas.
Eu acredito muito de que colhemos o que semeamos, se nada semearmos, nada colhemos. ora então é conveniente pensar no que gostaríamos de colher.... digo eu :-)

Mas atrevo-me a dizer que o sentido de responsabilidade não está a ser cultivado nas novas gerações... e atrevo-me a dizer: Que geração é esta, que gerações estarão para vir?

Ora, para mim, liberdade não é isto.
Para mim liberdade é termos a oportunidade de sermos nós a escolher o que queremos para a nossa vida, mas com responsabilidade.

Eu vejo as coisas assim e é assim que transmito aos meus filhos. 

Para mim a liberdade é: Ter o poder de decisão, nas nossas vidas!



- No final de um dia menos bom, escolher pensar antes nas coisas boas que aconteceram nesse mesmo dia (tomei banho com água quente, tive um carro para ir trabalhar, tenho um trabalho, tive um abraço de cada filho, recebi uma mensagem que não esperava, tenho televisão, ouvi uma boa musica, senti aquele cheiro que já há muito não sentia) Há muito mais coisas boas a recordar do que as que pensamos, temos sempre tendência para ver as más....
- Numa chatice com alguém querido, relembrar antes as coisas boas que essa pessoa tem e nas coisas boas que já fizemos juntos. Não esteve bem naquele momento, mas e eu? sou sempre perfeito? Não tenho defeitos? nunca terei feito nada que essa pessoa também não terá gostado?

- Num trabalho que não gosto de fazer, decidir fazê-lo com prazer. Há sempre uma forma diferente de ver as coisas. Basta mudar a perspectiva.

- Não gastar mais do que se tem. Não estar à espera que as coisas caiam do céu. 

- Não SER o que os outros querem, e sim o que nós queremos.

- Sonhar, sentir o que se quer SER e lutar, trilhar até lá chegar.

- Respeitar o próximo, tendo consciência de que TUDO o que fazemos tem repercussões no outro, nas pessoas, nos animais, na natureza, SEMPRE tem um efeito das nossas ações por isso... ser RESPONSÁVEL é a base.

- Fazer as coisas com prazer (ir à escola, ler, estudar, não é uma seca, só é uma seca se não procurarmos as coisas boas inerentes)

E qual é a melhor parte desta Liberdade em que eu acredito?

Quando sou eu que tomo as minhas decisões e me considero responsável pelas consequências dessas decisões, sou a única pessoa a quem posso apontar o dedo e por mais estranho que pareça... é maravilhoso e porquê? Porque somos nós que criamos a nossa realidade. 

Se não gostarmos da consequência de uma dessas escolhas... qual o remédio? Tomar mais uma decisão. E se fizermos de forma consciente, certo é que vamos decidir o que naquele momento achamos que é melhor, certo?
Ora, se voltar a não dar certo, a única coisa que sentimos é: ok... achei que era o melhor eu escolhi assim, mas cheguei à conclusão que não foi... optimo! Há que reter a experiência como uma aprendizagem e seguir novo rumo.

Simples assim.

Isto sim é LIBERDADE!

Alex