terça-feira, 2 de maio de 2017

Semáforo Vermelho

Vínhamos os 3 de carro e ouço em alta voz: Mãe... mãe passaste o vermelho!
Eu na primeira instância ainda disse: Acham??? eu acho que ainda estava amarelo......

Mas ambos em sintonia diziam que não, que teria passado o vermelho!

Ora, eu no meu intimo sabia que o tinha feito. Estrada sem movimento, domingo de manhã, semáforo de velocidade (teria ultrapassado os 50km/h).

Ao que resolvi aproveitar a situação para fazer algo maior... (tal como aprendo nas minhas formações e ponho em prática com as minhas "pupilas"

Então decidi encostar o carro, desligar o motor, abrir os vidros, desligar a musica e ter uma conversa com os pequenos.

Assumi que efectivamente tinha passado o vermelho, que vinha um bocadinho distraída a conversar com eles (dando-lhes mais importância a eles do que propriamente ao semáforo - esta dedução não é falada, é unicamente sentida por eles, que é o que vale a pena... não são as palavras e sim o que se sente)
e ao ver aqueles olhos arregalados a olhar para mim, senti... eles vão absorver tudo o que eu disser a partir de agora..........

Então decidi dar destaque às coisas que não nos correm tão bem, transformando-as em coisas boas. Ora, para que servem as coisas que não correm bem? para ficarmos ali a lamentar e a chorar horas a fio sobre o que correu mal. 

Ou... para analisarmos e percebermos o que podemos fazer melhor para evitar que volte a acontecer daquela forma?

Óbvio que devemos analisar as coisas que não nos correm tão bem, ou que fizemos menos bem por forma de que na próxima vez sejamos capazes de fazer melhor ou de diferente.

Esta situação do semáforo, foi uma situação real que aconteceu e que claro usei como metáfora para outros problemas do dia a dia.

O objectivo era passar a ideia base e principal e que ambos fossem capazes de perceber, absorver e aplicar no seu dia a dia, quanto mais cedo melhor.

E ainda me atrevi a dizer:
"Aproveitem bem tudo isto que a mãe vos passa... porque olha que a mãe só viu determinadas coisas com a clareza devida... já tinha quase 30 anos".

Agradeço tudo o que vivi para trás, pois se não fossem as experiências que me fizeram crescer à força, hoje não sentia como sinto hoje.

Não sou a mãe que protege os filhos a ponto de os evitar viver as coisas, isso não, estaria a tirar-lhes sabedoria, criatividade e a capacidade sonhar. Mas sou a mãe que não olho às idades deles para lhes passar os ensinamentos que tenho... e fico muito grata quando em outras situações futuras, eles conseguem identificar a melhor forma de reagir.

Tão pequenos, e já param, pensam e decidem com consciência.

E é por estas e por outras que sou muito grata estar e ser como sou!

Alex

4 comentários:

  1. Eu também sou grata pelo que sou e voltaria a nascer da mesma forma
    Kis :=}

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  2. Ora bem! Todos erramos e bastante, não nascemos ensinados :)

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  3. É importante falarmos com eles de igual para igual. Também fazia tudo o que faço... Beijo

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  4. É mesmo bom estabelecer este tipo de diálogo, porque é uma aprendizagem mútua!

    Beijinhos*

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