quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Crenças


O que são as crenças?
Crenças são todas as experiências repetitivas ou algo que fica como resultado de uma experiência emocional muito significativa.

Quando o que fica é bom... ótimo, não há com o que preocupar.. agora quando o resultado é negativo, é preciso ter algum cuidado.

Um exemplo prático:

Chegamos a casa com os miúdos, eles andam a correr pela casa... ouve-se a porta a abrir... é o pai que está a chegar. Por acaso ele está ao telemóvel, e as crianças não dão relevância a esse pormenor e correm... e o pai repele... "então?! tas tolo ó quê? o pai vem cansado!

Crença: o pai não gosta de mim... não salto mais para o colo dele

se a situação é isolada... e o pai se apercebe e vai lá dar atenção... talvez a crença desapareça, mas se a situação se repetir varias vezes... não tem volta a dar... a crianças acredita que o que sentiu naquele momento é verdade...

o meu pai não gosta de mim...
se o meu pai não gosta de mim que me gerou... como é que outras pessoas vão gostar?
Eu não sou merecedor de amor, 
Eu não sou bom o suficiente 
Eu não presto 
Eu não sou amado... 
etc etc o que na vida de adulto estas crenças vão impactar em vários níveis (financeiros, familiares, sociais...)


... muitas vezes são coisas tão pequenas que não damos conta no dia a dia...

Também está nas nossas mãos proporcionar isto!
Nós temos papel fundamental no desenvolvimento emocional das nossas crianças...

afinal... que crenças queremos que os nossos filhos tenham?

Crenças que os limitem ou crenças que lhe dêem força, auto-estima, coragem??

Gratidão <3 p="">

Alex

O que mudei com os pequenos #5


Para mim ( e provavelmente para a grande maioria ) ... o final do dia é a parte do dia mais desafiante!

Já todos estamos cansados do longo dia e ainda temos imensas coisas para fazer "em conjunto com as crianças" antes de descansar:
São os trabalhos de casa, participar na preparação do jantar, por a mesa, os banhos, vestir pijama, o jantar propriamente dito, o levantar a mesa, lavar a louça, preparar os sacos dos lanches, lavar os dentes e finalmente ir para a cama...

A dificuldade está em fazer todos estes a fazeres de forma harmoniosa...
Nada disto é feito em silêncio nem em piloto automático... todas estas coisas só se conseguem fazer em harmonia com uma boa gestão... ora... nem sempre fazem de vontade, nem sempre estão dispostos a colaborar, nem sempre querem tomar banho, nem sempre querem lavar os dentes, nem sempre aceitam as coisas...

Ora e nós? que também tivemos o nosso dia nem sempre temos "aquela paciência" que devíamos ter certo? O que normalmente há a tendência para fazer???
Gritar... castigo.. chantagem... pô-los no cantinho do pensamento... palmadas... enfim... tudo o que (na minha opinião) não é favorável em nada para o bem estar emocional das nossas crianças.


Então... o que tenho vindo a mudar cá por casa com os pequenos e que funciona lindamente??

Diálogo - explicar as coisas com calma, falar com eles como se fossem adultos, explicar o que vamos fazer agora e depois de seguida e de seguida e como vamos fazer. O Diálogo também é muito utilizado no momento em que eles se pegam por alguma coisa e nenhum deles quer ceder... Eu não chego lá e decido... eu chego ao pé deles peço que me digam o que se está a passar (ambos explicam as suas perspectivas) e enquanto vou ouvindo vou fazendo afirmações mediante o que eles vão contando. Estas afirmações estão a fazer com que eles tenham consciência do que está a acontecer e acabam por se conseguir colocar de fora da situação. Quando se colocam da parte de fora da situação, conseguem olhar para ela de forma mais neutra, e acabam por "resolver" entre eles como vão fazer.

Acordos/Negociação - Negoceio com eles o que querem fazer primeiro. Não negoceio de fazem ou não fazem... deixo que eles escolham entre duas ou mais coisas que têm que fazer na mesma, qual delas preferem fazer primeiro. Ou... no meu caso como são 2, dar a escolher entre eles quem põe os guardanapos e quem põe os copos por exemplo... visto que é necessário fazer ambas, independentemente se é um ou outro. 

Marcar tempo - Quando estão a fazer uma coisa que gostam e tenho intenção que eles vão fazer outra coisa, obviamente que a primeira reação é: oh mãe... mas agora estou a fazer isto, ou a ver isto ou... então eu negoceio com eles um tempo... ok, eu compreendo perfeitamente eu também adorava estar a ver/fazer isso... mas também temos que xxxx então brincam mais 5 min e depois vamos, está bem para vocês? se não estiver... (negociamos ... ok... 6 min ou ... não... apenas 3) mas... o truque é cronometrar mesmo o tempo! Em casa uso o temporizador do telemóvel. Assim que toca... eles mesmo terminam o que estavam a fazer. Enquanto não o fizerem, vamos lá junto deles, com o cronometro ainda a apitar a relembrar que o tempo que tínhamos negociado já terminou e que chegou a hora de ir fazer a outra coisa que tínhamos combinado.

Dizer mais SIM do que Não - Sempre que nos perguntam algo... a nossa primeira reação é dizer... agora não.. o que tenho mudado é pensar para mim antes de responder... e porque não? ah porque está frio, há porque se vai sujar... ah porque se vai magoar, ah.. porque faz barulho...
e daí??? o perigo é mesmo muito? se sujar... está mesmo num sitio que não dê para trocar de roupa? se cair...poderá ser mesmo muito muito grave? se calhar limitamos demasiado as crianças a fazer coisinhas simples e de criança... que são super naturais e normais... e que lhes podem ser bem mais favoráveis deixar fazer do que não deixar fazer...
Quando dizemos mais vezes sim, quando lhes dizemos um não... eles vão respeitar mais este não (ah bom... se ela disse que não... é porque se calhar não pode mesmo...)


Humor - Levar determinadas coisas para a brincadeira e rir muito disso (rir alto, gargalhada mesmo) observem bem a reação deles quando nos rimos muito perante uma situação. Ou algo que nos mesmos fizemos "ridícula" ou eles mesmo... ou ate quando negociámos algo mas que naquele momento não nos dá jeito... por exemplo: mãe, eu quero um chupa! queres??? sim, tu disseste que quando chegássemos a casa comíamos... sendo verdade uma escapatória pode ser: eu disse isso??? meu Deus só posso estar louca!!! (e rir da situação)
Obviamente que não vamos usar esta ultima para todas as situações que negociámos... certo??

Estes pontos chave eu uso em todas as situações desafiantes... nas compras... no carro quando há gritaria, em casa, sempre!

Gratidão <3 p="">

Alex

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ser feliz... AGORA!


Porque temos a tendência de afastar a felicidade para depois?

Eu vou ser feliz quando encontrar a minha cara metade
Eu vou ser feliz quando encontrar trabalho
Eu vou ser feliz quando for mãe
Eu vou ser feliz quando tiver a minha casa
Eu vou ser feliz quando tiver um bom salário
Eu vou ser feliz quando puder viajar
Eu vou ser feliz ........

podia continuar com milhentos exemplos, mas a minha ideia é exactamente o contrário! 
Estes exemplos todos temos e todos damos o mais dificil é como ser feliz agora... exatamente com tudo o que temos.

O que temos que "trabalhar" é a nossa perspectiva sobre as coisas, sobre essas coisas.

Ora queremos uma casa maior! 
Uma casa maior comparada com o quê? com uma casa que tens... ora afinal tens uma casa. Afinal tens onde te abrigar em dias chuvosos, tens a possibilidade de fechar janelas em dias de vento, tens  1, 2 ou 3 quartos, cada um deles certamente com uma cama... tens uma, 2 ou mais casas de banho, muitas das vezes até te dás ao o luxo de ligar um aquecedor!
Sente-te grato por essa casa! 
Tu tens uma casa, um telhado, uma cama, um cobertor que te permite um aconchego.... quantas não são as pessoas que dariam tudo para ter um telhado para proteger os seus filhos, e simplesmente não têm...

O meu salário não chega para pagar as contas!
E que tal deixar de ver as contas como uma coisa má?
Ora... as contas...infantário, luz, água, Internet, combustível, renda ou credito, roupa, calçado, electrodomésticos, ... seja o que for...
Ter luz é uma coisa má? Então porque é que pagar a luz tem que ser visto no lado negativo? Experimenta fazer as tuas coisas em casa ao final do dia sem luz... atreve-te a imaginar como seria!
Pagar um infantário é mau? Afinal tens um ou mais filhos, quantos casais não conseguem ter filhos? Se pagas infantário é porque também tens um trabalho, porque provavelmente se não tivesses um trabalho ficarias com as crianças em casa...
Pagar o gás é mau? Já deste conta que pagas o gás para poder tomar um banho quentinho?
Pagar a uma operadora é mau? é péssimo suponho... o que nos permite estar em contacto com todas as pessoas que amamos a qualquer momento, à informação que desejamos a qualquer momento...

E que tal mudar a perspectiva dos gastos para a realização dos nossos pequenos e belo prazeres?

Não muda tudo?

O que nos impede de nos sentirmos felizes AGORA... é porque nunca damos conta desse momento... do AGORA.

Este momento é o unico em que se pode fazer alguma coisa... se pode agir, se pode dizer, sentir, ser grato... tudo acontece no agora... sim exatamente agora...

Nos dias de hoje vive-se em piloto automatico... ou a viver emoções sobre coisas que já passaram ou ansiosos e preocupados por coisas que ainda não aconteceram...

Agora, neste momento que estas a ler estas palavras, qual é o teu problema?

Te garanto que a resposta vai ser: Nenhum... de facto ... exatamente neste momento... não há qualquer problema a incomodar-me.

Então... eu pergunto... porque vivemos constantemente a fugir deste momento em que nada de mal acontece e que podemos ter a DECISÃO de escolher o que vamos fazer de bem?

Gratidão <3 p="">Alex

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O que mudei com os pequenos #4

Na sequência das mudanças cá por casa, na linguagem e atitude com os miúdos, aqui fica mais um relato de um exemplo real

Exemplo 4:
É natural que os miúdos tenham tendência para os perigos... eles não têm a consciência dos mesmos, nós é que com o conhecimento que já temos lhes incutimos o medo de fazer as coisas. Chegando até ao extremo....
Não faças assim porque
Não faças assim porque te cortas
Não corras tão depressa porque xxxxxxx
Não isto não aquilo

Ora o que estamos a fazer com isto? retirar a Curiosidade dos nossos filhos sobre as coisas
Ao evitarmos que eles façam todas as coisas que crianças fazem... e ainda por cima lhes damos um telemóvel para as mãos para verem cenas no youtube (ah o meu filho é tão pequeno e tão esperto... já faz scroll tão bem no tablet, parece que sabe tudo) 
... mais tarde queixamos-nos que estão apáticos pela vida que não fazem nada se não estar no telemóvel ou no quarto no computador... sério???? quem criou isso? os pais!



Na escola não podem correr porque fazem muito barulho
Na sala de aula não podem falar, não podem rir, não podem rir alto, não podem falar com os colegas não podem fazer rigorosamente nada!

Quanto mais colocamos os nossos filhos em atividades... cada uma dessas atividades têm regras e regras e regras

Qual é o espaço que damos aos nossos filhos para serem eles?
Conhecemos bem os nossos filhos?

Será que conhecemos mesmo? Ou continuamos a fazer das crianças marionetas a mandar fazer aquilo que nós achamos que é correcto?
Deixamos espaço para eles serem Criativos? Onde em que hora do dia? como fazem?

No outro dia, passou-se um episodio simples e que eu caí na esparrela e voltei a falhar no teste...
O D tinha ído à banho, e naquele dia tinhamos dado boleia a uma amiguinha,.. ora em casa não tenhos chaves nas portas para que não se tranquem... e o que é que ele se lembrou... do lado de dentro colocar imensas coisas atrás da porta para que "caso a amiguinha fosse à casa de banho não entrar"

Eu não sabia nada disto, achei a demora muita e faço para entrar, como nunca tinha acontecido... eu faço a força habitual para abrir a porta,a  porta não abriu e eu bati com a cabeça na porta. Ora... ainda me magoei... qual foi a minha reação?

Eu aumentei o som (porque me tinha magoado... e perguntava: o que é que se passa aqui??? ele muito de olhos esbugalhados a olhar para mim lá respondeu era só para a B. não entrar... e eu como ainda estava danada continuava no mesmo tom... vê lá se era necessario isto a mae ainda se aleijou bla bla bla...

enfim... virei de costas e senti-me super mal... 
1º o miudo a querer alguma privacidade e eu chego entro ralho e venho embora a ralhar
2º olhei para o aparato e aquilo ate estava engraçado e bem montado
3º o miudo teve uma atitude criativa e eu estava a critica-lo!

Deixei-o sair... e chamei-o. E pedi desculpa. Expliquei que não sabia que ele estava lá dentro... que me tinha magoado e que lhe tinha levantado a voz porque estava a sentir dor e raiva. Que não tinha compreendido o lado dele, que não me tinha colocado no lugar dele mas que depois percebi e que por isso lhe estava a pedir desculpa.
Depois elogiei a criatividade dele na forma como tentou impedir que a porta se abrisse facilmente, e também alertei que apesar de ter sido criativo, a situação tinha envolvido um pouco de perigo porque eu tinha me magoado e se fosse a mana a abrir a porta se podia magoar ainda mais.

Ao que ele me respondeu: mas se eu estava na casa de banho nem tu nem a mana tinham nada que entrar, tinham que respeitar o meu espaço.

E estava errado?? Não!

Eu dei-lhe espaço para falar e ouvi a opinião dele. e no final era ele que tinha razão.

Esta atitude minha impactou nele:
- Fogo eu não faço nada bem
- A minha mãe esta sempre a ralhar comigo
- Ninguém confia em mim
- Eu não sou bom o suficiente
- Para a próxima não faço nada (e depois vira apático)
- Ninguem gosta de mim

Para mim foi um momento que acabou por impactar muito em mim.

Consegui confirmar que estava muito atenta à minha forma de estar como pessoa, como mãe, como ser humano e apesar de me ter sentido mal por numa atitude estar a "matar mais um pouco da criatividade do meu filho" acabei por me sentir confortável com a minha atiude depois, tentando minimizar o impacto negativo na sua personalidade.

pode parecer uma pequena coisa mas eu sinto que foi um grande momento para ambos. Ele sentiu que eu também percebi o lado dele e que afinal ele é importante para mim.

Gratidão
Alex


O que mudei com os pequenos #1,2,3


Uma das coisas que mudei ou continuo a mudar cá por casa, está relacionada com a forma como falo com os miúdos.

Apesar de já me considerar uma mãe bem atenta e presente, quando decidi olhar para esta parte de minha comunicação, fiquei muito decepcionada comigo mesma. Eu nem estava acreditar que eu ainda fazia isto!

O isto é... acabar por levantar a voz
O isto é... não deixar que eles façam as coisas por eles
O isto é... acabar por não os ouvir
O isto é...não lhes pedir opinião
O isto é... dar ordens
O isto é... criticar o que não fazem bem
O isto é... exigir que eles sejam adultos em tamanho pequeno

sei lá... tanta coisa que quando me decidi mudar essa parte... entrei em conflito interno. 
Recompostos os conflitos, foi hora de mudar naquele momento!

A verdade é que tempos depois, as mudanças são notórias.

o que mudou na prática? A minha forma de falar com eles...

Exemplo 1:
A letra do pequenote nunca foi grande coisa... e a minha forma de comentar era algo do género: é pah já olhaste bem para esta letra? as linhas servem para quê? faz favor de fazer de novo!

Alterei para:
Filhote és tão organizado, o que é que aconteceu com este texto? Estavas cansado ou aborrecido com alguma coisa? E que tal repetirmos a ver se agora já fica mais direitinha? Precisas de ajuda?

na primeira vez que falei assim com ele... franziu as sobrancelhas... estranhou. Obviamente! As crianças são inteligentes! E com a continuidade, o brio pelo caderno tem vindo a aumentar.

Exemplo 2:
Os meus filhotes não acatam muito bem a ordem directa, (ora o que eu entendo muito bem porque eu ainda hoje sou assim... eu faço tudo a bem. Se me vêm dar ordens com "aquele tom" estragam tudo) ora assim sendo... mudei a forma de falar... Imaginando a situação antes de sair de casa... Vão fazer a cama e lavar os dentes, já!

Alterei para:
Vão lavar os dentes ou fazer a cama primeiro?

Ora nesta forma eles entendem que ambos são para ser feitos, mas não encaram como uma ordem, simplesmente porque lhes estou a dar a opção de escolher o que vão fazer primeiro.

Exemplo 3:
A pequena é muito desenrascada quer fazer tudo sozinha e dava conta que quando eram coisas aparentemente mais perigosas eu não deixava fazer, e dizia dá cá que a mãe ajuda...
Aparentemente eu não estava a fazer nada de mal... mas a verdade é que sem querer estava a ensina-los que as coisas mais difíceis eles não conseguiam lá chegar sozinhos, alem de que estava a impedir que eles percebessem os limites das coisas perigosas

Mudei para:
D -Mãe quero água mas a jarra já não tem, podes por?
Eu - Põe tu filha tu consegues!
D: não mae faz tu que eu posso molhar-me! (ora... aqui está o espelho...era o que eu lhe dizia.... não faças porque tu molhas-te)
Eu: Então experimenta agora a ver se já consegues fazer sozinha
Ora ela toda entusiasmada lá colocou a jarra no chão, abriu o garrafão e colocou a água sozinha na jarra! umas vezes sem se molhar, outras a molhar-se...

O que este simples passo, impactou nela?
Alegria! 
Crença de que é capaz
Afinal eu consigo
Aumento da auto estima
Eu já sou grande
A minha mae confia em mim
Ultrapassou um limite (que eu mesma lhe punha)

(não é que não tenha auto-estima suficiente) hahahah




Gratidão
Alex

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Se eu pudesse... mudava a escola :)


Ora, palavras do Neurocientista Luis Borges, com o qual eu concordo na integra

Trechos interessantes:


Passam tempo de mais na escola?
Sim. Dizem-me: «Ah, mas a partir das 15h00 são atividades extracurriculares…» É mais do mesmo. Os professores de Música e de Inglês também lhes exigem que estejam com atenção e vão avaliá-los no final. A PHDA tem uma base genética, mas ter começado a exigir-se demasiado dos mecanismos da atenção não ajuda. Eu até acharia bem que a escola retivesse as crianças até às 17h30, porque isso facilita a vida dos pais. Mas esse tempo deveria ser preenchido com tempos livres. Ter um animador na escola e permitir que a criança jogasse à bola, brincasse, fizesse teatro, cantasse… o que lhe apetecesse. Não sou contra a Música ou o Inglês. Mas das 09h30 às 15h30 a criança devia ter tempo para todas estas aprendizagens, curriculares e extracurriculares. Como não sou contra os trabalhos de casa, mas acho que são de mais e podiam ser substituídos por atividades de leitura. As crianças precisam de brincar – e não têm tempo para isso.




Seria preciso mudar a própria escola.
Há algumas coisas que não têm que ver com a escola. Uma delas é o sono: as crianças devem dormir nove a dez horas por noite. Uma criança que dorme pouco tem dificuldade em concentrar-se e grande parte da nossa memória de longo prazo é feita durante o sono. Depois, há o desporto: a atividade motora liberta substâncias que relaxam, o que vai facilitar a aprendizagem. E há outra coisa importante: o uso exagerado dos tablets e dos telemóveis. Porque a atenção que se usa num jogo de computador é totalmente diferente da que se utiliza para ler e compreender um texto, e as crianças vão habituar-se àquele tipo de atenção… Tudo isso, eu digo aos pais. Mas sim, seria sobretudo importante mudar escola, mudar os programas, aliviar os professores da pressão das metas curriculares… Aos seis anos, é o currículo que deve encaixar na criança e não o contrário.



O que está errado nos programas e nas metas do 1º ciclo?
Os dois primeiros anos devem ser para aprender a ler. Para depois a criança poder passar a ler automaticamente e a compreender. Mas não. Se ao fim do primeiro ano o miúdo não está a ler vai começar a ter problemas e começa o seu insucesso. E depois a exigência da matemática, do cálculo… Nós aprendíamos coisas no sexto ano que hoje são dadas no quarto e o cérebro dos miúdos não melhorou de um dia para o outro. Há coisas que não estão de acordo com as capacidades das crianças. Eles conseguem, mas com grande esforço, grande stress e sem alegria. Ao nível do cérebro, quando a criança faz uma conta bem feita e tem sucesso, é libertada uma substância que gera bem-estar, a dopamina. Já o insucesso liberta as hormonas de stress, a adrenalina, que muitas vezes bloqueiam a capacidade de raciocínio. Se a criança tem medo de errar, não está em boas condições para aprender. Depois, o stress acumula-se e a motivação que é o motor para aprender não existe, a escola torna-se «uma seca».


Medica-se de mais para a PHDA?
Pela falta de conhecimento do que é a PHDA e de como se pode ajudar as crianças desde cedo a melhorar, medica-se demasiado, não tenho dúvida nenhuma. Se a escola não exigisse tanto, se a criança não estivesse tanto tempo na sala de aula, se pudesse ir mais vezes ao recreio, se tivesse períodos mais curtos de atenção, provavelmente as coisas podiam funcionar melhor… mas isso não acontece. E aí ficamos sem alternativa, porque ou se medica aquela criança ou ela vai ter insucesso escolar.


Texto na integra:
https://www.noticiasmagazine.pt/2016/luis-borges-neuropediatra/

terça-feira, 21 de novembro de 2017

As emoções


Por vezes sentimos coisas... coisas que nos intrigam que nos fazem sentir coisas diferentes.
Podemos sentir a mesma coisa em locais diferentes com pessoas diferentes
Podemos sentir coisas diferentes nos mesmos locais e com pessoas iguais...
Estas coisas... que se sentem, são as Emoções!

E principais emoções são: 
A Raiva
O Medo
A Tristeza
A Alegria
O Amor

Umas fazem-nos bem, mas outras nem por isso...
É cada vez mais importante darmos atenção ao que se passa dentro de nós. 

Quando alguém nos ofende ou magoa, é normal sentirmos RAIVA. É normal... faz parte de nós. 
É importante identificar a emoção, aceita-la e depois agir de acordo como a raiva tem que ser gerida.
Ora, quando estamos com Raiva. normalmente o que é que acontece?
Dizemos coisas, que mais tarde nos arrependemos, certo?

ok... então o que é importante fazer?

Eu estou com raiva... certo! bem vinda raiva! 
Então... eu tenho conhecimento que me posso exceder nas frases, nas palavras que vou usar com as pessoas que eu acredito que me estão a fazer sentir esta raiva... então eu tenho duas hipóteses:
1 - ou digo tudo o que me vem à ideia e depois quando a raiva vai embora... chego junto da pessoa, peço desculpa para me sentir melhor, 
2 - ou... tendo conhecimento de que a raiva é momentânea, e que sabemos que vai embora, esperar que a raiva passe.... e quando a raiva já desapareceu... quem sabe não é a oportunidade de dizermos que aquilo nos magoou, de forma calma, assertiva, acabando até colocando limites aos outros no nosso espaço, de forma compreensível e muito natural.

E o MEDO? Quem não sente medo? Medo diante do desconhecido, medo de estar sozinho, medo de arriscar, medo de não ser aceite, medo de cair, medo de voar... tantos... e o que fazer numa situação destas?
Acalmar a mente
Controlar a respiração
E ir na mesma, mesmo com medo... ir, avançar! Nós temos medo apenas de coisas que não existem... temos medo de coisas que nós pensamos, coisas que nós acreditamos que são verdade!
Por exemplo: medo de não ser aceite.
Quem tem este medo, acredita que não é aceite pelas pessoas, mas será mesmo verdade? pode provar  isso? Não, quase certo que não. Então este medo, apenas existe porque se acredita em algo que nem é verdade! e quando este click se dá... a magia acontece... o medo diminui... tudo volta a estar bem.



Quando as coisas não correm como nós esperamos, sentimos-nos Tristes. Ora sentir TRISTEZA é normal, é a forma que temos para perceber que as coisas nem sempre acontecem como queremos, mas é mesmo assim... não vivemos sozinhos no mundo e sentir tristeza ou frustração é a forma de percebermos que seguramente aquele caminho não é o melhor para mim e que vou conseguir encontrar outra forma de lá chegar, ou quem sabe até descobrir que o melhor caminho não era mesmo por ali. 
O importante é não desistir. Novas ideias surgiram, novos caminhos serão trilhados e novas descobertas serão feitas. 


Quando fazemos algo que gostamos muito, é natural que sentarmos uma sensação boa! Quando ouvimos uma criança a rir, quando rimos juntos, quando abraçamos alguém, quando dançamos, quando estamos com quem amamos, quando ouvimos aquela musica... tantas são as coisas que nos causam esta emoção... 
Esta emoção é a ALEGRIA! 

Este sentimento é o único que existe no momento presente!

O medo, surge porque receamos algo do futuro, que ainda não aconteceu, a tristeza e a raiva surgem por coisas que ocorreram no passado e que já nada podemos fazer para mudar a não ser deixar andar, na certeza que vai passar... a final nada é eterno nem duradouro, tudo passa!

e muito importante... quando sentires essa emoção: Agradece! A gratidão aumenta exponencialmente  essa emoção.


E... aquela sensação especial que é a que sentes sempre que te dão abraço, quando te dizem que te amam... essa emoção é o AMOR, este sentimento cura qualquer dor no mundo

Estas são as nossas emoções que fazem e sempre farão parte da nossa vida. 
Temos que as identificar e aceita-las tal como elas são. 
No final tudo fica bem, tudo muda, nada dura para sempre.
Quanto mais cedo formos capazes de as identificar e lidar com elas...  melhor.


Há uma certa tendência a ignorar as emoções e com grande tendência a fugir delas, mas é muito importante olhar para as emoções, para as nossas dores, porque elas dizem muito sobre nós…


Alex