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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Crenças


O que são as crenças?
Crenças são todas as experiências repetitivas ou algo que fica como resultado de uma experiência emocional muito significativa.

Quando o que fica é bom... ótimo, não há com o que preocupar.. agora quando o resultado é negativo, é preciso ter algum cuidado.

Um exemplo prático:

Chegamos a casa com os miúdos, eles andam a correr pela casa... ouve-se a porta a abrir... é o pai que está a chegar. Por acaso ele está ao telemóvel, e as crianças não dão relevância a esse pormenor e correm... e o pai repele... "então?! tas tolo ó quê? o pai vem cansado!

Crença: o pai não gosta de mim... não salto mais para o colo dele

se a situação é isolada... e o pai se apercebe e vai lá dar atenção... talvez a crença desapareça, mas se a situação se repetir varias vezes... não tem volta a dar... a crianças acredita que o que sentiu naquele momento é verdade...

o meu pai não gosta de mim...
se o meu pai não gosta de mim que me gerou... como é que outras pessoas vão gostar?
Eu não sou merecedor de amor, 
Eu não sou bom o suficiente 
Eu não presto 
Eu não sou amado... 
etc etc o que na vida de adulto estas crenças vão impactar em vários níveis (financeiros, familiares, sociais...)


... muitas vezes são coisas tão pequenas que não damos conta no dia a dia...

Também está nas nossas mãos proporcionar isto!
Nós temos papel fundamental no desenvolvimento emocional das nossas crianças...

afinal... que crenças queremos que os nossos filhos tenham?

Crenças que os limitem ou crenças que lhe dêem força, auto-estima, coragem??

Gratidão <3 p="">

Alex

O que mudei com os pequenos #5


Para mim ( e provavelmente para a grande maioria ) ... o final do dia é a parte do dia mais desafiante!

Já todos estamos cansados do longo dia e ainda temos imensas coisas para fazer "em conjunto com as crianças" antes de descansar:
São os trabalhos de casa, participar na preparação do jantar, por a mesa, os banhos, vestir pijama, o jantar propriamente dito, o levantar a mesa, lavar a louça, preparar os sacos dos lanches, lavar os dentes e finalmente ir para a cama...

A dificuldade está em fazer todos estes a fazeres de forma harmoniosa...
Nada disto é feito em silêncio nem em piloto automático... todas estas coisas só se conseguem fazer em harmonia com uma boa gestão... ora... nem sempre fazem de vontade, nem sempre estão dispostos a colaborar, nem sempre querem tomar banho, nem sempre querem lavar os dentes, nem sempre aceitam as coisas...

Ora e nós? que também tivemos o nosso dia nem sempre temos "aquela paciência" que devíamos ter certo? O que normalmente há a tendência para fazer???
Gritar... castigo.. chantagem... pô-los no cantinho do pensamento... palmadas... enfim... tudo o que (na minha opinião) não é favorável em nada para o bem estar emocional das nossas crianças.


Então... o que tenho vindo a mudar cá por casa com os pequenos e que funciona lindamente??

Diálogo - explicar as coisas com calma, falar com eles como se fossem adultos, explicar o que vamos fazer agora e depois de seguida e de seguida e como vamos fazer. O Diálogo também é muito utilizado no momento em que eles se pegam por alguma coisa e nenhum deles quer ceder... Eu não chego lá e decido... eu chego ao pé deles peço que me digam o que se está a passar (ambos explicam as suas perspectivas) e enquanto vou ouvindo vou fazendo afirmações mediante o que eles vão contando. Estas afirmações estão a fazer com que eles tenham consciência do que está a acontecer e acabam por se conseguir colocar de fora da situação. Quando se colocam da parte de fora da situação, conseguem olhar para ela de forma mais neutra, e acabam por "resolver" entre eles como vão fazer.

Acordos/Negociação - Negoceio com eles o que querem fazer primeiro. Não negoceio de fazem ou não fazem... deixo que eles escolham entre duas ou mais coisas que têm que fazer na mesma, qual delas preferem fazer primeiro. Ou... no meu caso como são 2, dar a escolher entre eles quem põe os guardanapos e quem põe os copos por exemplo... visto que é necessário fazer ambas, independentemente se é um ou outro. 

Marcar tempo - Quando estão a fazer uma coisa que gostam e tenho intenção que eles vão fazer outra coisa, obviamente que a primeira reação é: oh mãe... mas agora estou a fazer isto, ou a ver isto ou... então eu negoceio com eles um tempo... ok, eu compreendo perfeitamente eu também adorava estar a ver/fazer isso... mas também temos que xxxx então brincam mais 5 min e depois vamos, está bem para vocês? se não estiver... (negociamos ... ok... 6 min ou ... não... apenas 3) mas... o truque é cronometrar mesmo o tempo! Em casa uso o temporizador do telemóvel. Assim que toca... eles mesmo terminam o que estavam a fazer. Enquanto não o fizerem, vamos lá junto deles, com o cronometro ainda a apitar a relembrar que o tempo que tínhamos negociado já terminou e que chegou a hora de ir fazer a outra coisa que tínhamos combinado.

Dizer mais SIM do que Não - Sempre que nos perguntam algo... a nossa primeira reação é dizer... agora não.. o que tenho mudado é pensar para mim antes de responder... e porque não? ah porque está frio, há porque se vai sujar... ah porque se vai magoar, ah.. porque faz barulho...
e daí??? o perigo é mesmo muito? se sujar... está mesmo num sitio que não dê para trocar de roupa? se cair...poderá ser mesmo muito muito grave? se calhar limitamos demasiado as crianças a fazer coisinhas simples e de criança... que são super naturais e normais... e que lhes podem ser bem mais favoráveis deixar fazer do que não deixar fazer...
Quando dizemos mais vezes sim, quando lhes dizemos um não... eles vão respeitar mais este não (ah bom... se ela disse que não... é porque se calhar não pode mesmo...)


Humor - Levar determinadas coisas para a brincadeira e rir muito disso (rir alto, gargalhada mesmo) observem bem a reação deles quando nos rimos muito perante uma situação. Ou algo que nos mesmos fizemos "ridícula" ou eles mesmo... ou ate quando negociámos algo mas que naquele momento não nos dá jeito... por exemplo: mãe, eu quero um chupa! queres??? sim, tu disseste que quando chegássemos a casa comíamos... sendo verdade uma escapatória pode ser: eu disse isso??? meu Deus só posso estar louca!!! (e rir da situação)
Obviamente que não vamos usar esta ultima para todas as situações que negociámos... certo??

Estes pontos chave eu uso em todas as situações desafiantes... nas compras... no carro quando há gritaria, em casa, sempre!

Gratidão <3 p="">

Alex

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O que mudei com os pequenos #4

Na sequência das mudanças cá por casa, na linguagem e atitude com os miúdos, aqui fica mais um relato de um exemplo real

Exemplo 4:
É natural que os miúdos tenham tendência para os perigos... eles não têm a consciência dos mesmos, nós é que com o conhecimento que já temos lhes incutimos o medo de fazer as coisas. Chegando até ao extremo....
Não faças assim porque
Não faças assim porque te cortas
Não corras tão depressa porque xxxxxxx
Não isto não aquilo

Ora o que estamos a fazer com isto? retirar a Curiosidade dos nossos filhos sobre as coisas
Ao evitarmos que eles façam todas as coisas que crianças fazem... e ainda por cima lhes damos um telemóvel para as mãos para verem cenas no youtube (ah o meu filho é tão pequeno e tão esperto... já faz scroll tão bem no tablet, parece que sabe tudo) 
... mais tarde queixamos-nos que estão apáticos pela vida que não fazem nada se não estar no telemóvel ou no quarto no computador... sério???? quem criou isso? os pais!



Na escola não podem correr porque fazem muito barulho
Na sala de aula não podem falar, não podem rir, não podem rir alto, não podem falar com os colegas não podem fazer rigorosamente nada!

Quanto mais colocamos os nossos filhos em atividades... cada uma dessas atividades têm regras e regras e regras

Qual é o espaço que damos aos nossos filhos para serem eles?
Conhecemos bem os nossos filhos?

Será que conhecemos mesmo? Ou continuamos a fazer das crianças marionetas a mandar fazer aquilo que nós achamos que é correcto?
Deixamos espaço para eles serem Criativos? Onde em que hora do dia? como fazem?

No outro dia, passou-se um episodio simples e que eu caí na esparrela e voltei a falhar no teste...
O D tinha ído à banho, e naquele dia tinhamos dado boleia a uma amiguinha,.. ora em casa não tenhos chaves nas portas para que não se tranquem... e o que é que ele se lembrou... do lado de dentro colocar imensas coisas atrás da porta para que "caso a amiguinha fosse à casa de banho não entrar"

Eu não sabia nada disto, achei a demora muita e faço para entrar, como nunca tinha acontecido... eu faço a força habitual para abrir a porta,a  porta não abriu e eu bati com a cabeça na porta. Ora... ainda me magoei... qual foi a minha reação?

Eu aumentei o som (porque me tinha magoado... e perguntava: o que é que se passa aqui??? ele muito de olhos esbugalhados a olhar para mim lá respondeu era só para a B. não entrar... e eu como ainda estava danada continuava no mesmo tom... vê lá se era necessario isto a mae ainda se aleijou bla bla bla...

enfim... virei de costas e senti-me super mal... 
1º o miudo a querer alguma privacidade e eu chego entro ralho e venho embora a ralhar
2º olhei para o aparato e aquilo ate estava engraçado e bem montado
3º o miudo teve uma atitude criativa e eu estava a critica-lo!

Deixei-o sair... e chamei-o. E pedi desculpa. Expliquei que não sabia que ele estava lá dentro... que me tinha magoado e que lhe tinha levantado a voz porque estava a sentir dor e raiva. Que não tinha compreendido o lado dele, que não me tinha colocado no lugar dele mas que depois percebi e que por isso lhe estava a pedir desculpa.
Depois elogiei a criatividade dele na forma como tentou impedir que a porta se abrisse facilmente, e também alertei que apesar de ter sido criativo, a situação tinha envolvido um pouco de perigo porque eu tinha me magoado e se fosse a mana a abrir a porta se podia magoar ainda mais.

Ao que ele me respondeu: mas se eu estava na casa de banho nem tu nem a mana tinham nada que entrar, tinham que respeitar o meu espaço.

E estava errado?? Não!

Eu dei-lhe espaço para falar e ouvi a opinião dele. e no final era ele que tinha razão.

Esta atitude minha impactou nele:
- Fogo eu não faço nada bem
- A minha mãe esta sempre a ralhar comigo
- Ninguém confia em mim
- Eu não sou bom o suficiente
- Para a próxima não faço nada (e depois vira apático)
- Ninguem gosta de mim

Para mim foi um momento que acabou por impactar muito em mim.

Consegui confirmar que estava muito atenta à minha forma de estar como pessoa, como mãe, como ser humano e apesar de me ter sentido mal por numa atitude estar a "matar mais um pouco da criatividade do meu filho" acabei por me sentir confortável com a minha atiude depois, tentando minimizar o impacto negativo na sua personalidade.

pode parecer uma pequena coisa mas eu sinto que foi um grande momento para ambos. Ele sentiu que eu também percebi o lado dele e que afinal ele é importante para mim.

Gratidão
Alex


O que mudei com os pequenos #1,2,3


Uma das coisas que mudei ou continuo a mudar cá por casa, está relacionada com a forma como falo com os miúdos.

Apesar de já me considerar uma mãe bem atenta e presente, quando decidi olhar para esta parte de minha comunicação, fiquei muito decepcionada comigo mesma. Eu nem estava acreditar que eu ainda fazia isto!

O isto é... acabar por levantar a voz
O isto é... não deixar que eles façam as coisas por eles
O isto é... acabar por não os ouvir
O isto é...não lhes pedir opinião
O isto é... dar ordens
O isto é... criticar o que não fazem bem
O isto é... exigir que eles sejam adultos em tamanho pequeno

sei lá... tanta coisa que quando me decidi mudar essa parte... entrei em conflito interno. 
Recompostos os conflitos, foi hora de mudar naquele momento!

A verdade é que tempos depois, as mudanças são notórias.

o que mudou na prática? A minha forma de falar com eles...

Exemplo 1:
A letra do pequenote nunca foi grande coisa... e a minha forma de comentar era algo do género: é pah já olhaste bem para esta letra? as linhas servem para quê? faz favor de fazer de novo!

Alterei para:
Filhote és tão organizado, o que é que aconteceu com este texto? Estavas cansado ou aborrecido com alguma coisa? E que tal repetirmos a ver se agora já fica mais direitinha? Precisas de ajuda?

na primeira vez que falei assim com ele... franziu as sobrancelhas... estranhou. Obviamente! As crianças são inteligentes! E com a continuidade, o brio pelo caderno tem vindo a aumentar.

Exemplo 2:
Os meus filhotes não acatam muito bem a ordem directa, (ora o que eu entendo muito bem porque eu ainda hoje sou assim... eu faço tudo a bem. Se me vêm dar ordens com "aquele tom" estragam tudo) ora assim sendo... mudei a forma de falar... Imaginando a situação antes de sair de casa... Vão fazer a cama e lavar os dentes, já!

Alterei para:
Vão lavar os dentes ou fazer a cama primeiro?

Ora nesta forma eles entendem que ambos são para ser feitos, mas não encaram como uma ordem, simplesmente porque lhes estou a dar a opção de escolher o que vão fazer primeiro.

Exemplo 3:
A pequena é muito desenrascada quer fazer tudo sozinha e dava conta que quando eram coisas aparentemente mais perigosas eu não deixava fazer, e dizia dá cá que a mãe ajuda...
Aparentemente eu não estava a fazer nada de mal... mas a verdade é que sem querer estava a ensina-los que as coisas mais difíceis eles não conseguiam lá chegar sozinhos, alem de que estava a impedir que eles percebessem os limites das coisas perigosas

Mudei para:
D -Mãe quero água mas a jarra já não tem, podes por?
Eu - Põe tu filha tu consegues!
D: não mae faz tu que eu posso molhar-me! (ora... aqui está o espelho...era o que eu lhe dizia.... não faças porque tu molhas-te)
Eu: Então experimenta agora a ver se já consegues fazer sozinha
Ora ela toda entusiasmada lá colocou a jarra no chão, abriu o garrafão e colocou a água sozinha na jarra! umas vezes sem se molhar, outras a molhar-se...

O que este simples passo, impactou nela?
Alegria! 
Crença de que é capaz
Afinal eu consigo
Aumento da auto estima
Eu já sou grande
A minha mae confia em mim
Ultrapassou um limite (que eu mesma lhe punha)

(não é que não tenha auto-estima suficiente) hahahah




Gratidão
Alex

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Se eu pudesse... mudava a escola :)


Ora, palavras do Neurocientista Luis Borges, com o qual eu concordo na integra

Trechos interessantes:


Passam tempo de mais na escola?
Sim. Dizem-me: «Ah, mas a partir das 15h00 são atividades extracurriculares…» É mais do mesmo. Os professores de Música e de Inglês também lhes exigem que estejam com atenção e vão avaliá-los no final. A PHDA tem uma base genética, mas ter começado a exigir-se demasiado dos mecanismos da atenção não ajuda. Eu até acharia bem que a escola retivesse as crianças até às 17h30, porque isso facilita a vida dos pais. Mas esse tempo deveria ser preenchido com tempos livres. Ter um animador na escola e permitir que a criança jogasse à bola, brincasse, fizesse teatro, cantasse… o que lhe apetecesse. Não sou contra a Música ou o Inglês. Mas das 09h30 às 15h30 a criança devia ter tempo para todas estas aprendizagens, curriculares e extracurriculares. Como não sou contra os trabalhos de casa, mas acho que são de mais e podiam ser substituídos por atividades de leitura. As crianças precisam de brincar – e não têm tempo para isso.




Seria preciso mudar a própria escola.
Há algumas coisas que não têm que ver com a escola. Uma delas é o sono: as crianças devem dormir nove a dez horas por noite. Uma criança que dorme pouco tem dificuldade em concentrar-se e grande parte da nossa memória de longo prazo é feita durante o sono. Depois, há o desporto: a atividade motora liberta substâncias que relaxam, o que vai facilitar a aprendizagem. E há outra coisa importante: o uso exagerado dos tablets e dos telemóveis. Porque a atenção que se usa num jogo de computador é totalmente diferente da que se utiliza para ler e compreender um texto, e as crianças vão habituar-se àquele tipo de atenção… Tudo isso, eu digo aos pais. Mas sim, seria sobretudo importante mudar escola, mudar os programas, aliviar os professores da pressão das metas curriculares… Aos seis anos, é o currículo que deve encaixar na criança e não o contrário.



O que está errado nos programas e nas metas do 1º ciclo?
Os dois primeiros anos devem ser para aprender a ler. Para depois a criança poder passar a ler automaticamente e a compreender. Mas não. Se ao fim do primeiro ano o miúdo não está a ler vai começar a ter problemas e começa o seu insucesso. E depois a exigência da matemática, do cálculo… Nós aprendíamos coisas no sexto ano que hoje são dadas no quarto e o cérebro dos miúdos não melhorou de um dia para o outro. Há coisas que não estão de acordo com as capacidades das crianças. Eles conseguem, mas com grande esforço, grande stress e sem alegria. Ao nível do cérebro, quando a criança faz uma conta bem feita e tem sucesso, é libertada uma substância que gera bem-estar, a dopamina. Já o insucesso liberta as hormonas de stress, a adrenalina, que muitas vezes bloqueiam a capacidade de raciocínio. Se a criança tem medo de errar, não está em boas condições para aprender. Depois, o stress acumula-se e a motivação que é o motor para aprender não existe, a escola torna-se «uma seca».


Medica-se de mais para a PHDA?
Pela falta de conhecimento do que é a PHDA e de como se pode ajudar as crianças desde cedo a melhorar, medica-se demasiado, não tenho dúvida nenhuma. Se a escola não exigisse tanto, se a criança não estivesse tanto tempo na sala de aula, se pudesse ir mais vezes ao recreio, se tivesse períodos mais curtos de atenção, provavelmente as coisas podiam funcionar melhor… mas isso não acontece. E aí ficamos sem alternativa, porque ou se medica aquela criança ou ela vai ter insucesso escolar.


Texto na integra:
https://www.noticiasmagazine.pt/2016/luis-borges-neuropediatra/

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A educação está proibida!

O que dizem a maioria dos alunos quando são convidados a fazer um balanço dos últimos anos que aprenderam eles nos anos de educação que tiveram?

(algumas das respostas)
- Somos ensinados a afastarmos-nos dos outros e a competir
- Pais e Professores não nos ouvem
- Uma matéria estática, sem movimento
- Moldam todos por igual, fazes assim porque é assim
- Comparam os alunos e as aprendizagens (quando não há 2 pessoas iguais)
- Definem e poem eu causa até a personalidade que tem
- Ha sempre uns que ganham e outros que perdem. Os melhores recebem recompensas e o que não aprendem tão bem são constantemente chamados a atenção
- Educam para a competição e a competição é o inicio de qualquer guerra
- A escola não é mais do que um estacionamento de crianças
- Dizer o que se pensa é falta de respeito

um filme obrigatório ver para quem é pai, professor (um educador)



Alex

terça-feira, 30 de maio de 2017

Mais um degrau

Mais um degrau.
Mais um objectivo concretizado!

Sou agora Instrutora de Meditação e Relaxamento para Crianças Certificada!
Oh yes!!!

Angariei mais uma competência certificada neste minha área de paixão. Esta área que desempenho com todo o meu amor, com toda a minha dedicação.

Sei que estou a fazer parte da mudança.
Sinto-o no brilho dos olhos das crianças
Sinto-o no abraço dos pais das crianças
Sinto-o nas palavras de quem ousam falar e transmitir o que sentem
Sinto que finalmente trilho no meu caminho, praticando a cada dia a minha missão.

Sou grata, tão grata por me ter permitido escutar, sentir e aceitar o que a vida tem para mim.
Sou grata porque aceitei e defini como um objectivo
Sou grata porque defini esse objectivo e fiz um plano para o alcançar
Sou grata porque fiz um plano e cumpri com ele
Sou grata porque cumpri com o plano e cheguei à meta
Sou grata porque cheguei a mais uma meta mas acima de tudo sou grata por todas as aprendizagens ao longo desse caminho, pelas pessoas que conheci, pela experiência partilhada de cada uma dessas pessoas
Sou grata pelas dificuldades que tive, mas que mesmo assim não me fizeram desviar do meu objectivo.

E agora... next!

Novo objectivo definido
Novo plano de acção definido
E cá estamos de novo no caminho, passo a passo, mantendo o foco e estar muito atenta às distrações, não permitas que as distracções te distanciem do teu objectivo!


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Limites, autonomia e conflitos

Embora numa realidade diferente...



. Limites são limites, (Claros, firmes e concretos) só assim se respeita o seu espaço e o do outro.
. Autonomia - fazer as coisas por eles não permite que eles conheçam e explorem os próprios limites, conquista e evolução 
. Conflitos - gerir o conflito ouvindo todas as partes até que por elas próprias sentirem que o conflito já se desfez...






terça-feira, 23 de maio de 2017

Não aguentei

Tantas coisas que vão surgindo no dia a dia e que digo para mim mesma, esta tenho que partilhar... mas a verdade é que há dias que as prioridades são mais do que as 24 horas do dia rsrsrsr

Mas pronto, as coisas são como são. Aceito com muita alegria e boa disposição.

Ontem o pequenote trazia os testes da 1ª volta deste período para eu ver e assinar. No rosto da primeira página tinha o resumo: Muito Bom a Matemática, Bom de 89 a Português e Suficiente a Estudo do Meio.

Como não estava habituada, quando vi o Suficiente, franzi as sobrancelhas, olhei para ele e perguntei:
Suficiente?? Então o que é que se passou com Estudo do Meio?

E dou conta que ele está com um sorriso enorme na maior tentativa para se controlar... não aguentou e desatou a rir, mas um rir de satisfação... que sou sincera... nem estava a perceber, mas vi logo que havia história...

Onde ele começa entao a dizer que estava muito feliz, que tinha feito uma festarola na escola... que tinha gritado Yes, Yes!

E eu insisti, porque raio ela assim tanto motivo para estar feliz com um Suficiente a Estudo do Meio.

E ele: Mãe, pensa bem... em 2 anos hã... 2 anos eu nunca tive um Suficiente, assim já sei o que é ter um Suficiente!!! Yes yes...

Lá lhe perguntei então se tinha como objectivo entao ter um Insuficiente para saber como era, ele felizmente disse que Insuficiente não... fiquei mais tranquila.

Ele foi fazer os trabalhos... e eu resolvi ir perceber então onde é que ele se teria espalhado no teste para ter então o Suficiente.
Na primeira abordagem achei muito estranho... o miudo não tinha nada errado, apenas tinha visto numa das questões uns pontos de interrogação e do que tinha lido assim na diagonal... era uma carta e teria se esquecido de colocar o remetente... e pensei para comigo... bolas que a professora também abusa a descontar.... mas... não teci comentários.... e li melhor a questão.

Então a questão era: Imagina que vais passar um fim de semana só com os teus amigos, e depois desse fim de semana vais escrever uma carta á tua professora a contar como correu.

o meu fez...

A carta sem remetente (anónima portanto)

E no corpo da carta dizia:
"Querida professora, quando não estás as coisas correm muito melhor"

Morri! :))))))))))))))))))))))))))))))))))))



terça-feira, 9 de maio de 2017

Emoções - Dia da Mãe 2017

Há dias em que não há palavras que descrevam as emoções sentidas e vividas.

O dia da mãe foi um desses dias!

Assim que me levantei e abri a janela, fiquei ali uns minutinhos a apreciar a beleza daquele amanhecer, as cores... a brisa... os barulhos da madrugada... senti que ia ter um dia Fantástico!

Levantamos cedo e fui à missa das 09h30 com os miúdos. (apesar de não ser católica praticante, decidimos colocar o Duarte na catequese, assim sendo, a partir desse momento, nada mais há a fazer do que acompanha-lo)

Era dia da mãe e como tal, a Eucaristia foi alusiva a esse dia tão especial.
Juntando o tema e à simplicidade e delicadeza das palavras proferidas pelo padre que estava presente, tenho que admitir que foi uma horinha fantástica. Conseguiu fazer com que todos os presentes se emocionassem e vertessem lágrimas, mas com a certeza de que eram lágrimas de puro agradecimento e puro amor.

Foi tão bom!
(imagem retirada da net)

Durante a tarde estes sentimentos prolongaram-se 

Penso que ainda não partilhei convosco, que todos os meus irmãos são especiais, mas um deles, é ainda mais especial. Ele não tem um problema, uma deficiência "clinicamente não reconhecida", é considerado um daqueles casos raros.
Ele tem de vários problemas físicos e também tem dificuldades cognitivas.
Tem 35 anos, é autónomo a vestir comer, higiene pessoal, mas não seria capaz de viver sozinho.
Ao calçar-se por exemplo pode muito bem sair de sapatos trocados, ou camisa abotoada botão acima botão abaixo, cabelo todo penteado para a frente.
É um amor e a nossa vida não seria a mesma sem ele
Não sabe ler nem escrever, se bem que ao longo dos anos treinamo-lo para ele assinar o seu (antigo BI) foi uma conquista muito bem sucedida.
Apesar de apenas ser batizado, Foi meu padrinho de casamento :))))

No final do ano passado teve mais um problema de saúde, teve que ser operado, foi retirada a tiróide, e não sabemos se foi devido a isto ou não ele transformou-se um bocado... começou a ficar verbalmente agressivo e fisicamente não se tornou porque foi criado com uma grande base de respeito.

Isto apenas para enquadrar... ele estava na Cerci desde os 8 anos e este ano com todas estas alterações hormonais, ele ganhou "raiva" à escola e em família decidimos que ele não iria mais à escola durante este período lectivo. Em Setembro estamos confiantes que tudo terá voltado ao normal.

Ele participava nas marchas e no Rancho da Cerci mas com esta paragem (para ver se estabiliza as emoções) não tem ido aos ensaios, logo não tem ido às saídas.

Então, os colegas tinham actuação no domingo à tarde, nas tasquinhas de uma freguesia vizinha e decidi ir com ele ver os amigos.

E acredito que não seja preciso descrever muito mais... ficar ali de fora... a vê-los abraçarem-se, todos com saudades uns dos outros, ver o brilho nos olhos deles, a transparência de sentimentos, a alegria a simplicidade, os sorrisos, o toque.........

Senti-me tão mas tão mas tão grata...................







terça-feira, 2 de maio de 2017

Semáforo Vermelho - Mudar o menos bom em bom

Vínhamos os 3 de carro e ouço em alta voz: Mãe... mãe passaste o vermelho!
Eu na primeira instância ainda disse: Acham??? eu acho que ainda estava amarelo......

Mas ambos em sintonia diziam que não, que teria passado o vermelho!

Ora, eu no meu intimo sabia que o tinha feito. Estrada sem movimento, domingo de manhã, semáforo de velocidade (teria ultrapassado os 50km/h).

Ao que resolvi aproveitar a situação para fazer algo maior... (tal como aprendo nas minhas formações e ponho em prática com as minhas "pupilas"

Então decidi encostar o carro, desligar o motor, abrir os vidros, desligar a musica e ter uma conversa com os pequenos.

Assumi que efectivamente tinha passado o vermelho, que vinha um bocadinho distraída a conversar com eles (dando-lhes mais importância a eles do que propriamente ao semáforo - esta dedução não é falada, é unicamente sentida por eles, que é o que vale a pena... não são as palavras e sim o que se sente)
e ao ver aqueles olhos arregalados a olhar para mim, senti... eles vão absorver tudo o que eu disser a partir de agora..........

Então decidi dar destaque às coisas que não nos correm tão bem, transformando-as em coisas boas. Ora, para que servem as coisas que não correm bem? para ficarmos ali a lamentar e a chorar horas a fio sobre o que correu mal. 

Ou... para analisarmos e percebermos o que podemos fazer melhor para evitar que volte a acontecer daquela forma?

Óbvio que devemos analisar as coisas que não nos correm tão bem, ou que fizemos menos bem por forma de que na próxima vez sejamos capazes de fazer melhor ou de diferente.

Esta situação do semáforo, foi uma situação real que aconteceu e que claro usei como metáfora para outros problemas do dia a dia.

O objectivo era passar a ideia base e principal e que ambos fossem capazes de perceber, absorver e aplicar no seu dia a dia, quanto mais cedo melhor.

E ainda me atrevi a dizer:
"Aproveitem bem tudo isto que a mãe vos passa... porque olha que a mãe só viu determinadas coisas com a clareza devida... já tinha quase 30 anos".

Agradeço tudo o que vivi para trás, pois se não fossem as experiências que me fizeram crescer à força, hoje não sentia como sinto hoje.

Não sou a mãe que protege os filhos a ponto de os evitar viver as coisas, isso não, estaria a tirar-lhes sabedoria, criatividade e a capacidade sonhar. Mas sou a mãe que não olho às idades deles para lhes passar os ensinamentos que tenho... e fico muito grata quando em outras situações futuras, eles conseguem identificar a melhor forma de reagir.

Tão pequenos, e já param, pensam e decidem com consciência.

E é por estas e por outras que sou muito grata estar e ser como sou!

Alex